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BRCR11 sobe lucro em abril e mantém yield de 10,98%

BRCR11 sobe lucro em abril e mantém yield de 10,98%
Foto: Suno/Banco

O fundo imobiliário BRCR11 fechou abril com lucro líquido de R$ 9,642 milhões, avanço de 15,94% frente a março, impulsionado pelo resultado de propriedades de R$ 12,112 milhões. As despesas operacionais somaram R$ 1,900 milhão, mantendo a eficiência sob controle. Em maio, o fundo distribuiu R$ 0,41 por cota, equivalente a um dividend yield anualizado de 10,98% sobre a cotação de fechamento do mês, reforçando a atratividade do caixa ao cotista.

A vacância seguiu administrável: a financeira ficou em 8,8% da receita de locação potencial em abril, enquanto a vacância física marcou 11,1% do ABL. A gestão segue ativa na ocupação, com destaque para negociações em ativos estratégicos e revisões contratuais. Entre os destaques, houve renegociação bem-sucedida de dívidas, com melhora de prazos e custos, fortalecendo o perfil de crédito do BRCR11.

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As áreas vagas concentram-se em cinco ativos: Torre Almirante (10.224 m²), MV9 (2.758 m²), EZ Towers (1.243 m²), Eldorado (1.030 m²) e Sucupira (753 m²). Na distribuição percentual, Torre Almirante responde por 66% da ABL vaga, MV9 por 16%, EZ Towers por 7%, Eldorado por 6% e Sucupira por 5%. Esse mapa orienta as ações de comercialização.

No Eldorado, dois contratos em fase final tendem a sair a preços recordes, acima de R$ 230/m², indicando tração de demanda. No Diamond, a revisional em curso deve elevar a locação para cerca de R$ 140/m². No EZ Towers, processos seletivos com multinacionais para cinco andares apontam redução iminente da vacância, favorecendo a recuperação de receita.

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A gestão de passivos trouxe ganhos relevantes. A obrigação do Torre Almirante foi renegociada em março com vencimento para 2026 e 12 meses de carência na amortização do principal a partir de abril. No Diamond, a dívida foi rolada por 24 meses a partir de abril de 2025, com spread reduzido de CDI + 3,50% para CDI + 1,90%, gerando economia financeira e melhora na percepção de crédito do FII BRCR11.

Portfólio segue concentrado em São Paulo (59% da receita) e Rio de Janeiro (41%). A diversificação setorial inclui “outros” (71%), saúde (13%), seguros (9%) e financeiro (7%). Entre locatários, Petrobras lidera com 18%, seguida por Samsung (8%), Amil (6%), Cargill (5%), INPI (4%) e Sanofi (3%). Em receita por ativo, Diamond Tower concentra 28%, Eldorado 24% e Senado 21% — juntos, 73% do total do fundo BRCR11.

Ativos somaram R$ 2,593 bilhões em abril: imóveis representam 94,4%, cotas de FIIs 3,2%, aluguéis a receber 1,3% e renda fixa 0,7%. O desempenho operacional, a perspectiva de locações e a disciplina na dívida sustentam a tese de renda e valorização do BRCR11.

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