O CNES11 apresentou resultado positivo de R$ 299 mil em março de 2024, amparado por receitas imobiliárias de R$ 944 mil. As despesas operacionais somaram R$ 811 mil no período, evidenciando controle de custos em meio a um cenário ainda desafiador para lajes corporativas. Em maio de 2026, o FII distribuiu R$ 0,0074 por cota, o menor rendimento dos últimos três meses, com data-base em 21 de maio e pagamento em 28 de maio de 2026.
Com cotação de R$ 1,47 na data-base, o dividend yield foi de 0,50%. Entre maio de 2025 e maio de 2026, as cotas do CNES11 acumularam valorização de 51,58%, refletindo maior interesse do mercado pelo ativo mesmo diante de vacância elevada. O fundo conta com mais de 76.895 cotistas e 34 milhões de cotas em circulação.
A carteira é concentrada no Centro Empresarial São Paulo (CENESP), na Rua Maria Coelho de Aguiar, nº 215, em São Paulo. A participação do FII CNES11 corresponde a 31% do empreendimento, distribuída em 21 andares, o que confere escala e potencial de ganho operacional à medida que a ocupação evolui.
Características do CENESP e potencial de ocupação
O CENESP, inaugurado em 1977 como primeiro Intelligent Building do país, foi projetado para integrar empresas em um ecossistema com serviços compartilhados e shopping center. Com seis blocos de oito andares, além de piso jardim, térreo, subsolo e edifício-garagem, o complexo oferece 4.500 vagas para automóveis e 80 para motocicletas, apoiando operações de grande porte.
A ocupação atual do empreendimento é de 40,6%, enquanto a área vaga representa 59,5% do total. Na base de contratos, mais de 85% vencem após 2025 e mais de 60% somente depois de 2026, o que sustenta previsibilidade de fluxo. A receita do CNES11 é concentrada no setor financeiro (60%), seguida de serviços (25%), telecomunicações (8%) e automotivo (5%).
No mercado secundário, em março, o fundo CNES11 movimentou R$ 4,193 milhões, com 2,522 milhões de cotas negociadas e cotação de fechamento a R$ 1,54. A estrutura contratual indica estabilidade na geração de receitas, e a diversificação setorial ajuda a mitigar riscos específicos.
A tese do CNES11 combina recuperação de ocupação do CENESP, prazos contratuais alongados e governança de custos. Apesar do rendimento pontualmente menor em maio de 2026, a valorização das cotas em 12 meses e a liquidez em bolsa sustentam perspectiva de continuidade do interesse dos investidores.