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RBRR11 eleva reserva e paga R$ 0,70 por cota em março

RBRR11 eleva reserva e paga R$ 0,70 por cota em março
Foto: Suno/Banco

O RBRR11 reportou em março um resultado distribuível de R$ 11,89 milhões, apoiado por receita total de R$ 15,05 milhões e despesas de R$ 12,25 milhões. A distribuição foi de R$ 0,70 por cota, equivalente a um dividend yield anualizado de 9,8%. O resultado efetivo por cota ficou em R$ 0,73, influenciado por efeitos extraordinários relacionados ao resgate antecipado do CRI Tellus Brigadeiro, enquanto a reserva acumulada avançou para R$ 0,20 por cota.

A carteira seguiu concentrada em crédito estruturado, com 105,5% do patrimônio líquido alocado em ativos-alvo. As alocações fecharam março em 102,8% em CRIs e operações estruturadas, 2,6% em fundos imobiliários, 2,3% em caixa e 7,7% em operações compromissadas reversas. Esse posicionamento reforça a estratégia de originação e reciclagem ativa de papéis.

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As receitas do RBRR11 foram majoritariamente compostas por R$ 15,014 milhões em juros e correção monetária, mas sofreram impacto de marcação a mercado negativa de R$ 12,2 milhões. Ainda assim, a gestão destacou que o efeito de carregamento dos CRIs continuou robusto, sustentando o nível de distribuição mesmo com volatilidade de preços secundários.

Rentabilidade e duration permaneceram atrativas. Os CRIs e operações estruturadas renderam, em média, 15,5% ao ano (equivalente a IPCA + 9,4% a.a.), com prazo médio de 4,1 anos e spread de 1,5% a.a. A carteira abrangia 111 operações, majoritariamente indexadas ao IPCA (99%), com retorno de IPCA + 9,3% a.a. A fatia atrelada ao IGP-M foi de 1% (IGP-M + 8,9% a.a.) e a parcela ao CDI foi residual, de 0,01% (CDI + 3,7% a.a.).

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A exposição tática em operações compromissadas reversas, equivalente a 7,7% do PL, adicionou R$ 0,10 por cota ao resultado mensal. Entre os fundos imobiliários em carteira, o maior peso foi de RPRI11 (1,5% do PL), seguido por GAME11 (0,7%), NCRI11 (0,3%) e FLCR11 (0,1%). Essas posições funcionam como alocação oportunística e instrumento de gestão de liquidez.

Em movimentações, o RBRR11 ampliou em R$ 41,5 milhões o CRI Plano e Plano (IPCA + 9,6% a.a.) e adicionou R$ 8,4 milhões em mais de 20 CRIs (média IPCA + 9,0% a.a.). Comprou R$ 163 mil do CRI AG7 (CDI + 3,7% a.a.) e reduziu R$ 11 milhões no CRI Pátio Malzoni, gerando impacto negativo de R$ 0,05 por cota.

A gestão vendeu integralmente os CRIs FGR e Creditas II Carteira IV, em operação conjunta de R$ 14,4 milhões. O resgate antecipado do CRI Tellus Brigadeiro somou R$ 29,5 milhões e impactou negativamente R$ 0,02 por cota, mas contribuiu para a formação do resultado distribuível de R$ 0,73 por cota no mês.

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