O XPCI11 reportou resultado líquido de R$ 7,506 milhões em março, superando os R$ 7,081 milhões do mês anterior. O avanço foi puxado pela carteira de CRIs, que gerou R$ 7,2 milhões em rendimentos, reforçando a resiliência do portfólio mesmo em ambiente seletivo de crédito. As receitas totais somaram R$ 8,136 milhões, ante despesas de R$ 629,29 mil, indicando eficiência operacional.
O fundo anunciou proventos de R$ 0,85 por cota, com pagamento previsto para 15 de abril de 2026, alinhado ao fluxo de caixa gerado no período. No regime de caixa, os rendimentos e ganhos de capital atingiram R$ 0,86 por cota, equivalentes a R$ 7,50 milhões. A carteira de FIIs contribuiu com R$ 0,69 milhão para o resultado, enquanto a reserva de correção monetária foi mantida em R$ 2,29 milhões, reforçando a previsibilidade de distribuição.
O yield anualizado ficou em 12,64% considerando a cotação de fechamento do mês, com retorno equivalente de 15,01% ao aplicar o gross-up de 15% de impostos. A manutenção desses indicadores sugere estabilidade de geração de caixa e aderência à estratégia do fundo, com foco em qualidade de crédito e diversificação.
A carteira do XPCI11 encerrou março com 47 CRIs e 6 FIIs, totalizando R$ 765 milhões em ativos estratégicos, sem mudanças relevantes na composição. O fundo também preservou R$ 10 milhões em ativos de liquidez para custeio operacional e eventuais oportunidades de alocação, contribuindo para agilidade tática.
Estratégia e alocação do XPCI11
A gestão prioriza CRIs de qualidade superior, com ênfase em originação e estruturação próprias para capturar prêmios implícitos e potenciais ganhos em negociações secundárias. Nos FIIs, a postura é tática, privilegiando fundos de papel resilientes, com carteiras high grade e middle risk, frequentemente adquiridos a preços descontados no secundário.
Em março, não houve aquisições relevantes em FIIs, mas ocorreu a venda parcial de MCCI11 e BTCI11 com ganho de capital. A carteira de FIIs encerrou o mês com R$ 56,25 milhões investidos. A gestão permanece confiante na diversificação entre ativos e indexadores para sustentar resultados consistentes no longo prazo, combinando expertise em CRIs e aproveitamento do mercado secundário.