O fundo imobiliário SNME11 distribuiu R$ 0,15 por cota em dezembro de 2025, superando o resultado distribuível de R$ 0,0883 registrado em novembro. O pagamento, realizado em 23 de dezembro, proporcionou rendimento mensal de 1,54% aos cotistas, reforçando a atratividade do fundo em um cenário de mercado competitivo.
A distribuição de dezembro excedeu o resultado do mês anterior, cujo total distribuível foi de R$ 655,4 mil. Ainda assim, após o pagamento dos dividendos do SNME11, a gestão manteve uma reserva acumulada de R$ 0,0694 por cota, oferecendo colchão para sustentar futuras distribuições.
A composição do resultado mensal evidenciou a diversificação do portfólio: a carteira de cotas de fundos imobiliários respondeu por R$ 412 mil, os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) contribuíram com R$ 239 mil e as ações somaram R$ 37 mil em dividendos. Essa alocação multiestratégia mitigou riscos e capturou oportunidades em diferentes segmentos.
O desempenho dos FIIs na carteira teve maior influência na valorização patrimonial durante novembro, amparado pelo movimento positivo do IFIX no período. Esse impulso reforçou a tese de alocação em fundos líquidos e com upside em ciclos de recuperação.
A fundo imobiliário SNME11 aprovou, em assembleia conjunta de outubro, a operação de fusão/incorporação do SNFF11, com conclusão prevista para o primeiro semestre de 2026. A integração deve ampliar escala operacional, diversificação e eficiência na gestão do portfólio. Nos meses finais de 2025, a equipe dedica-se à estruturação de operações estratégicas do portfólio consolidado.
Movimentações estratégicas e alocação tática do SNME11
Em novembro, o fundo seguiu comprando cotas de PATL11, especializado em ativos industriais e logísticos. A gestão vê desconto relevante em relação ao valor justo dos imóveis, com potencial de valorização mesmo diante de eventuais revisões de portfólio, reforçando a tese de value investing no setor.
O SNME11 também formalizou compromisso de investimento de R$ 10 milhões no MCVM11, focado em obras ligadas ao programa Minha Casa Minha Vida. A alocação amplia a diversificação setorial e expõe o portfólio ao mercado habitacional popular, segmento com demanda estrutural. A política de distribuição, que superou o resultado mensal, somada à reserva acumulada, sustenta o fluxo de rendimentos e a previsibilidade ao cotista do fundo imobiliário.