O fundo imobiliário RBRY11 iniciou 2025 com forte desempenho, registrando lucro de R$ 19,474 milhões em janeiro, avanço de 22,4% sobre dezembro. O resultado veio em meio à transição de gestão, com a RBR Asset Management transferindo o comando para o Patria Investimentos, conforme comunicado ao mercado. A combinação de receitas robustas e despesas controladas sustentou a elevação dos proventos e reforçou a atratividade do fundo.
A receita mensal somou R$ 16,918 milhões, frente a despesas de R$ 1,422 milhão, permitindo a distribuição de R$ 1,15 por cota. O valor corresponde a dividend yield anualizado de 14,83% sobre a cotação de mercado, enquanto a rentabilidade ajustada atingiu CDI + 1,86% ao ano. Ao fim de janeiro, a reserva acumulada estava em R$ 0,50 por cota, oferecendo previsibilidade para pagamentos futuros.
Com a transição de gestão concluída, o Patria assume uma carteira de 40 operações, todas adimplentes, preservando o histórico de qualidade de crédito do RBRY11. A continuidade operacional e o alinhamento na originação de ativos favorecem a manutenção do fluxo de rendimentos. Entre os destaques, 96% das transações foram ancoradas pela gestora, reforçando governança e controle de riscos.
Investimentos recentes incluíram aporte de R$ 8 milhões no CRI Union III, que antecipa R$ 45 milhões em recebíveis do empreendimento Union, no Itaim Bibi, a cerca de 100 metros da Avenida Faria Lima, em São Paulo. O título remunera a CDI + 2,0% ao ano, com LTV de 24,9%, e garantias como alienação fiduciária parcial do imóvel e fiança dos sócios, em linha com o padrão do fundo.
A composição da carteira do fundo imobiliário apresenta LTV médio próximo de 60%, com garantias imobiliárias via alienação fiduciária. Do total, 52% estão lastreados no Estado de São Paulo, sendo 64% desse montante na capital. Regiões prime como Faria Lima, Jardins e Pinheiros representam 6% das garantias, estratégia que privilegia liquidez e valorização.
No sistema proprietário de rating, que vai de AAA a D, o CRI HM Maxi Campinas manteve classificação A, com exposição de R$ 40,7 milhões, equivalente a 3,3% do patrimônio líquido. Embora a gestão destaque que 4% da carteira vinculada apresente inadimplência, a estrutura de garantias e o perfil das operações contribuem para a qualidade dos ativos. Com isso, o fundo imobiliário segue focado em lastro sólido e remuneração competitiva.