A abertura total do mercado livre de energia no Brasil, prevista para 2028 pela Lei 15.269/2025, tende a acelerar a competição, reduzir custos e impulsionar investimentos em SNEL11 e em modelos de geração distribuída. Analistas projetam um salto relevante no posicionamento do país, com maior liberdade de escolha para consumidores e um ambiente mais eficiente para alocação de capital no setor elétrico.
Segundo a IEA, o Brasil ocupa hoje a 41ª posição em liberdade no setor. Com a liberalização, a Abraceel estima que o país possa alcançar a segunda colocação global, atrás apenas do Japão, abrindo espaço para contratos mais flexíveis e escaláveis. Esse cenário favorece a geração distribuída, na qual empresas contratam energia diretamente de usinas — frequentemente solares —, área em que o fundo atua.
O SNEL11 tem observado aumento de liquidez no mercado secundário, com volume expressivo e ampliação da base de cotistas, que já supera 70 mil investidores. Na última quinta-feira, o volume negociado chegou a cerca de R$ 11 milhões, reforçando a percepção de maior visibilidade e formação de preço mais eficiente.
A estratégia do fundo foca a locação de ativos de geração renovável, capturando receitas por meio de contratos de longo prazo com consumidores que buscam previsibilidade e redução de custos. Com a abertura do mercado, a tendência é de aceleração na busca por acordos diretos, fortalecendo o pipeline comercial e a estabilidade de caixa.
SNEL11: avanços operacionais e distribuição
Em fevereiro, o fundo iniciou o recebimento de receitas da UFV Petrolina após o fim da carência do novo locatário. Os contratos — que cobrem cerca de 50% do empreendimento — inauguram um ciclo de crescimento gradual do caixa, suportado pela migração para o modelo “take or pay”, que reduz riscos e eleva a previsibilidade das receitas.
No período, o SNEL11 apurou aproximadamente R$ 10,37 milhões em resultados e distribuiu R$ 0,10 por cota, equivalente a um dividend yield anualizado próximo de 14,94%. A gestão projeta distribuir entre R$ 0,10 e R$ 0,11 por cota nos próximos meses, condicionada à evolução de projetos em ramp-up, reajustes tarifários e novas conexões.
Liquidez e perspectivas no mercado livre
A liquidez mensal no secundário superou R$ 69 milhões, com média diária próxima de R$ 3,8 milhões, enquanto o número de cotistas ultrapassou 70 mil. O ambiente regulatório mais competitivo deve acelerar a migração de consumidores para o mercado livre, ampliando a demanda por contratos diretos com geradoras.
Esse movimento beneficia estratégias como a do SNEL11, que atua como intermediário entre produtores e consumidores, expandindo um portfólio de ativos solares apoiado em contratos “take or pay” e reajustes periódicos. A tese combina crescimento de demanda por energia limpa e maior previsibilidade de fluxo de caixa, reforçando a atratividade do fundo no novo ciclo do setor elétrico brasileiro.