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SNEL11 lucra R$ 6,36 milhões, reduz custos operacionais e supera 110 mil cotistas

SNEL11 lucra R$ 6,36 milhões, reduz custos operacionais e supera 110 mil cotistas
Foto: Suno/Banco

O fundo imobiliário Suno Energia (SNEL11) encerrou junho de 2026 com lucro de R$ 6,36 milhões, resultado associado a ganhos operacionais, avanço de base de investidores e à preparação para um novo ciclo de crescimento por meio da 5ª oferta de cotas. No mês, a gestora concluiu uma concorrência para serviços de operação e manutenção em parte do portfólio, reduziu despesas e reportou alta de liquidez no mercado secundário.

O período também marcou o início da 5ª emissão de cotas, aberta em 16 de junho, com meta de captação de até R$ 1,8 bilhão, podendo alcançar R$ 2,3 bilhões com lote adicional de 25%. O preço foi definido em R$ 8,65 por cota. Segundo a gestora, os recursos visam ampliar investimentos em geração distribuída de energia solar.

  • Base de investidores ultrapassa 110 mil cotistas, com a maior liquidez média diária histórica, acima de R$ 7 milhões.
  • Processo competitivo reduz custo de O&M em 22,52% em seis usinas do portfólio.
  • 5ª emissão: captação-alvo de R$ 1,8 bilhão, lote adicional de 25% e preço de R$ 8,65/cota.
  • Reajuste da Copel (CPLE6) eleva TUSD em 24,7% e TE em 12,7% (efeito combinado próximo de 19,6%); 4,5% da potência do fundo está conectada à concessionária.
  • Estratégia combina disciplina de custos, execução operacional e expansão de capacidade de investimento.

SNEL11 reduz custo de O&M em 22,52% e reforça execução

No âmbito operacional, o SNEL11 finalizou a contratação de uma nova prestadora para serviços de operação e manutenção (O&M) em seis usinas: UFV Carmo I, Carmo II, Angra, Pains, Paramirim e Pirassununga. A seleção ocorreu via concorrência estruturada, com foco em eficiência técnica e redução de despesas recorrentes.

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O resultado do processo foi uma redução de 22,52% nos custos de O&M desses ativos. O escopo inclui monitoramento remoto, manutenção preventiva e corretiva, gestão técnico-regulatória e administração de conectividade e segurança das plantas.

Segundo a gestora, a economia eleva a eficiência operacional e melhora a previsibilidade de custos do portfólio. O relatório aponta que o avanço sustenta a governança operacional do fundo e contribui para o desempenho econômico dos projetos.

Além da O&M, o mês registrou a maior liquidez média diária da história do fundo, acima de R$ 7 milhões, e o marco de mais de 110 mil cotistas. A combinação de base mais ampla e maior giro de cotas tende a reduzir fricções de negociação no secundário.

Reajuste da Copel e impactos no SNEL11

Outro vetor de junho foi o reajuste tarifário da Copel (CPLE6) em sua área de concessão. A distribuidora elevou a TUSD (Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição) em cerca de 24,7% e a TE (Tarifa de Energia) em 12,7%, o que implica efeito combinado próximo de 19,6% nas cobranças aplicáveis.

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As usinas do SNEL11 conectadas à rede da Copel representam aproximadamente 4,5% da potência instalada total do fundo. De acordo com a gestora, a evolução do ambiente tarifário, combinada à disciplina de custos, tende a melhorar a eficiência operacional de parte da carteira.

A 5ª emissão, iniciada em 16 de junho, busca posicionar o fundo para acelerar a originação e execução de projetos de geração distribuída solar. A oferta prevê captação de até R$ 1,8 bilhão, com possibilidade de alcançar R$ 2,3 bilhões mediante lote adicional de 25%, a R$ 8,65 por cota.

O objetivo declarado é ampliar a capacidade de investimento em ativos com contratos aderentes à estratégia do veículo, mantendo foco em eficiência e gestão de riscos operacionais e regulatórios. A alocação deverá priorizar projetos em estágios compatíveis com a política de investimentos.

No fechamento de junho de 2026, o relatório gerencial ressalta a combinação de resultados: lucro no mês, corte de custos de O&M em parte do parque, consolidação de liquidez e avanço institucional com a nova oferta. Para a gestora, esses fatores sustentam o ciclo de crescimento planejado e reforçam a posição do fundo no segmento de geração renovável.

A expansão da base de investidores e o aumento de liquidez também indicam maior profundidade de mercado para as cotas, aspecto relevante para execução de emissões e para a estabilidade operacional do veículo no médio prazo.

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