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SNAG11: fiagro sobe 0,7% na contramão do IFIX

SNAG11: fiagro sobe 0,7% na contramão do IFIX
Dividendos do CPTS11: veja quanto será pago em junho. Imagem gerada por IA

O Fiagro SNAG11 subiu 0,71% nesta terça-feira (13), com a cota negociada a R$ 9,98 e volume financeiro de R$ 3,59 milhões. O desempenho ocorreu na contramão do mercado de fundos imobiliários, já que o índice de referência do setor, o IFIX, recuou 0,94% no mesmo período.

O movimento acontece em uma semana marcada pela expectativa de divulgação de rendimentos dos fundos, com o dia 15 de outubro no calendário de referência de diversos FIIs. Os investidores aguardam os comunicados para conhecer os valores das próximas distribuições. No pagamento mais recente confirmado, referente a setembro, o SNAG11 distribuiu R$ 0,12 por cota, com data-base em 15 de setembro e pagamento em 25 de setembro.

  • Variação diária: +0,71%; cota a R$ 9,98; volume de R$ 3,59 milhões
  • IFIX no dia: -0,94%
  • Última distribuição confirmada: R$ 0,12/cota (base 15/9, pagamento 25/9)
  • Em agosto de 2026, resultado de R$ 0,113/cota; manutenção de R$ 0,12/cota com uso de reservas
  • Reservas ao fim de agosto: R$ 0,096/cota
  • Dividend yield anualizado: 15,81%
  • Compra de quatro CRAs de proteína animal (emissores incluem MBRF e Minerva (BEEF3))
  • Carteira com 17 ativos; carrego ponderado a CDI + 2,76%
  • Caixa em agosto: R$ 53,54 milhões (5,91% do PL)
  • Patrimônio líquido: R$ 906,09 milhões; cota patrimonial: R$ 10,13
  • Inadimplência no mês: 0%

SNAG11 compra quatro CRAs e eleva carrego para CDI + 2,76%

Segundo a gestão, o principal movimento de alocação em agosto foi a aquisição de quatro Certificados de Recebíveis do Agronegócio no mercado secundário, ligados ao segmento de proteína animal. Entre os emissores desses papéis estão MBRF e Minerva (BEEF3), classificados pela equipe como emissores de primeira linha do agronegócio.

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As compras foram financiadas com recursos da última emissão de cotas. Com isso, o fundo passou a deter 17 ativos e aumentou o carrego ponderado da carteira para CDI + 2,76%. O carrego ponderado é a taxa média estimada de remuneração dos ativos, ponderada pela participação de cada um no portfólio.

A gestão informou que as oportunidades surgiram com a abertura da curva de juros e a ampliação dos spreads de crédito no mercado secundário de CRAs. Nesse ambiente, papéis de emissores de alta qualidade passaram a oferecer prêmios mais atrativos, permitindo elevar a taxa média da carteira sem aumentar a exposição a risco de crédito de menor qualidade.

Em agosto de 2026, o fundo manteve a distribuição de R$ 0,12 por cota, mesmo com resultado mensal de R$ 0,113 por cota. Para equalizar o pagamento, utilizou parte das reservas acumuladas. Ao fim do mês, as reservas somavam R$ 0,096 por cota.

O rendimento reportado no período correspondeu a um dividend yield anualizado de 15,81%. Esse indicador relaciona o total distribuído em 12 meses com o preço da cota e é utilizado para medir a remuneração do cotista no horizonte de um ano, sem considerar valorização da cota no mercado secundário.

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SNAG11 vê oportunidade em CRAs após abertura dos juros

A tese para a alocação adicional em CRAs combinou dois vetores: a curva de juros mais aberta, que elevou a taxa-base de remuneração, e o aumento dos spreads de crédito desses títulos em relação aos últimos anos. Segundo a administração, esse cenário permitiu ao SNAG11 ampliar o retorno potencial sem necessidade de recorrer a emissores com perfis de risco mais elevados.

O fundo também direcionou parte do caixa da última emissão para acelerar a geração de resultado corrente. Em agosto, a posição líquida de recursos disponíveis totalizou R$ 53,54 milhões, equivalente a 5,91% do patrimônio líquido. Mesmo após novas compras, o SNAG11 reportou inadimplência de 0% no mês.

O patrimônio líquido encerrou agosto em aproximadamente R$ 906,09 milhões, enquanto a cota patrimonial ficou em R$ 10,13. Esses indicadores refletem a base de ativos e a evolução do portfólio após as aquisições no mercado secundário.

A administração reforçou que seguirá monitorando o ambiente de juros e crédito para identificar novas oportunidades de alocação. A diretriz é manter a disciplina de risco e a qualidade de crédito da carteira, buscando preservar a capacidade de distribuição recorrente, observadas as condições de mercado e a disponibilidade de caixa.

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