O fundo imobiliário VGHF11 confirmou a distribuição de R$ 0,07 por cota referente a junho de 2026, mantendo o valor dos dois meses anteriores. Farão jus ao provento os investidores com posição no encerramento do pregão de 30 de junho, com pagamento agendado para 7 de julho.
A partir da cotação de fechamento de junho, de R$ 6,03 por cota, o retorno mensal estimado é de 1,16%. Para pessoas físicas elegíveis pela legislação vigente, os rendimentos do VGHF11 são isentos de Imposto de Renda.
- Dividendo: R$ 0,07/cota; data-com em 30/6; pagamento em 7/7
- Preço-base: R$ 6,03; yield mensal aproximado de 1,16%
- Isenção de IR para pessoa física, conforme regras aplicáveis
- Maio (pago em junho): R$ 0,07/cota equivalentes a 10,9% a.a. líquidos ou IPCA -0,7% a.a., sobre a cota patrimonial de fim de abril
- Últimos 12 meses até maio: R$ 0,92/cota; 11,3% a.a. líquidos ou IPCA +6,9% a.a.
- Cota patrimonial caiu R$ 0,16 em maio; o índice IFIX recuou 1,32% no mês
- Alocação ao fim de maio: FIIs 55,4%; CRIs 28,2%; SPEs 14,7%; ações 1,0%; FIDCs 0,7%
- Base de investidores: 378.189 cotistas; liquidez média diária de R$ 5,8 milhões
Dividendos e rendimentos do VGHF11 em junho
A manutenção do provento em R$ 0,07 por cota em junho de 2026 prolonga a estabilidade observada nos dois meses anteriores. Considerando a cotação de R$ 6,03 no fechamento do mês, o pagamento representa aproximadamente 1,16% de retorno mensal. Esse cálculo reflete a relação entre o valor distribuído e o preço de mercado de referência.
Em termos de comparação histórica, o pagamento de maio (creditado em junho) de R$ 0,07 por cota correspondeu a 10,9% ao ano líquidos, ou IPCA menos 0,7% ao ano. A gestora utilizou como base a cota patrimonial do fim de abril, métrica que retrata o valor contábil por cota do fundo.
No acumulado de 12 meses até maio, a soma de R$ 0,92 por cota equivaleu a 11,3% ao ano líquidos, ou IPCA mais 6,9% ao ano, também medidos sobre a cota patrimonial. O IPCA é o índice oficial de inflação ao consumidor, usado como referência em títulos e contratos indexados.
Para investidores pessoa física, os proventos distribuídos por fundos imobiliários obedecem ao regime de isenção de IR quando cumpridos os requisitos legais, como negociação em bolsa e número mínimo de cotistas. A tributação pode divergir para outros perfis e operações, como ganhos de capital na venda de cotas.
Carteira, alocação e liquidez do VGHF11
Em maio, a cota patrimonial recuou R$ 0,16, impactada pela desvalorização da carteira de FIIs, que acompanhou a queda de 1,32% do IFIX no período. Do lado tático, a gestão reportou movimentações nas duas frentes do portfólio (VALOR e RENDA).
Na carteira VALOR, houve vendas líquidas de R$ 2,9 milhões, concentradas em cotas de FIIs líquidos. Essa alocação passou a representar 52,9% dos ativos-alvo, ante 52,5% em abril. Na carteira RENDA, as vendas líquidas somaram R$ 13,5 milhões em CRIs, fazendo o bloco encerrar maio com 47,1% dos ativos-alvo, frente a 47,5% no mês anterior.
Quanto à qualidade de crédito, os CRIs Selina seguem marcados a zero, procedimento contábil que reflete perda integral estimada, enquanto os demais ativos permanecem adimplentes. Segundo a gestão, a carteira segue saudável.
Ao fim de maio, o fundo detinha 102,3% do patrimônio líquido investido em ativos-alvo, distribuídos por 133 papéis que somam R$ 1,41 bilhão. O VGHF11 mantinha ainda R$ 43,3 milhões (3,1% do PL) em operações de compromissada reversa de CRIs, com custo médio de CDI + 0,84% ao ano. O CDI é a taxa de referência das operações interbancárias e baliza grande parte das remunerações de crédito no mercado.
Na alocação por tipo de ativo, os FIIs representam 55,4% dos ativos-alvo, seguidos por CRIs (28,2%), SPEs (14,7%), ações (1,0%) e FIDCs (0,7%). Por estratégia, os ativos líquidos (FII e ação) somam 38,2%, os ilíquidos (FII, SPE e FIDC subordinado) 33,4%, e o crédito (CRI e FIDC sênior) 28,4%.
Na carteira de CRIs, a indexação está distribuída entre CDI (35,3%), IPCA com variação apenas positiva (33,5%), IPCA (27,1%) e IPCA com variação positiva e compensação (4,2%). Por setor, o residencial concentra 56,3% da exposição, seguido por BTS (20,6%), shopping (9,6%), pulverizado (6,9%), logística (3,4%) e infraestrutura (3,3%).
O fundo encerrou maio com 378.189 cotistas e liquidez média diária de R$ 5,8 milhões. Esses indicadores reforçam a presença do VGHF11 no segmento de FIIs híbridos com maior acompanhamento por parte do mercado.