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Resultado do HGLG11 avança 47% e fundo garante o Mercado Livre em Itupeva

Resultado do HGLG11 avança 47% e fundo garante o Mercado Livre em Itupeva
Foto: Suno/Banco

O HGLG11 apurou resultado distribuível de R$ 66,884 milhões em junho de 2026, alta de cerca de 47% ante maio, sustentada por receitas totais de R$ 78,732 milhões e despesas de R$ 11,848 milhões no período. Por cota, a receita foi de R$ 1,73, o resultado de R$ 1,47 e a distribuição de R$ 1,10, com pagamento em 15 de junho de 2026, em linha com a média dos últimos 12 meses.

O dividend yield anualizado de junho foi de 8,7% na cota de fechamento e de 7,9% sobre o valor patrimonial. Os proventos seguem isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, conforme as condições previstas em lei.

  • Resultado distribuível: R$ 66,884 milhões (+47% m/m)
  • Receita total: R$ 78,732 milhões; despesas: R$ 11,848 milhões
  • Distribuição: R$ 1,10/cota; pagamento em 15/06/2026
  • Dividend yield anualizado: 8,7% (cota) e 7,9% (patrimonial)
  • Vacância física: 3,1% em junho; projeção de 3,3% em julho/2026
  • BTS com Mercado Livre no Itupeva G400: aluguel de R$ 37,05/m²; yield on cost estimado de 11,8%
  • Alavancagem: 8,7% (10,3% incluindo SPE); passivo de ~R$ 1,1 bi
  • Carteira: >40 ativos, >2 milhões m² de ABL; alocação em 8 FIIs

O que impulsionou os rendimentos do HGLG11

O salto mensal decorreu do zeramento do lucro contábil de uma SPE, no montante de R$ 14,7 milhões, após a conclusão do empreendimento. Esse ajuste é recorrente nos desenvolvimentos do fundo, como G200 e G300, e, neste ciclo, teve magnitude maior pelo porte do projeto.

O resultado da SPE reflete aluguéis e rendimento financeiro do caixa da obra, que somou cerca de R$ 300 milhões ao longo do desenvolvimento. Como a maior parte da origem é locativa, a gestão trata o efeito como recorrente no resultado.

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Os rendimentos do HGLG11 ficaram em R$ 1,10 por cota no mês, compatíveis com o histórico recente do fundo. A política de distribuição permaneceu estável frente ao comportamento operacional e financeiro do portfólio.

Locatários, obras e impactos nos rendimentos do HGLG11

Junho registrou novas locações e movimentações comerciais. Entraram a Fuleda no ativo Guarulhos, a Shinedux no Syslog Galeão e a Shopee no CLE, que, por sua vez, teve a saída da TLS no período.

Com esses eventos, a vacância física recuou para 3,1% em junho. A projeção da gestão indica vacância de 3,3% em julho de 2026. A saída mapeada da Cargill no ativo Goiânia, prevista para janeiro de 2027, elevaria a vacância para 4,0%.

No desenvolvimento, a obra do HGLG Simões Filho G100 foi concluída, com o galpão operacional e todas as licenças emitidas. O G200, no mesmo empreendimento, segue em monitoramento e evolução conforme cronograma.

O destaque do mês foi a assinatura de um contrato built to suit com o Mercado Livre para o HGLG Itupeva G400. O ativo, com 52.200 m² de ABL, terá aluguel de R$ 37,05 por metro quadrado. O projeto nasceu como desenvolvimento especulativo e, com o contrato, o yield on cost estimado passa a 11,8% após a conclusão da obra. Yield on cost é a taxa de retorno calculada sobre o custo total do desenvolvimento.

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Alavancagem, carteira e histórico dos rendimentos do HGLG11

A alavancagem financeira encerrou junho em 8,7% do portfólio, ou 10,3% ao considerar a dívida via SPE. O passivo atrelado à aquisição de imóveis soma cerca de R$ 1,1 bilhão, com 24% dos vencimentos concentrados nos próximos 12 meses.

A gestão projeta alavancagem de 8,4% ao fim de 2026, com tendência de redução nos anos seguintes. Segundo o relatório, o perfil de dívidas e o cronograma de maturidade permanecem aderentes à estratégia do fundo.

A carteira reúne mais de 40 ativos em oito estados, somando mais de 2 milhões de metros quadrados de ABL. O fundo também mantém alocação estratégica em oito FIIs do segmento industrial e logístico, com destaque para INLG11 e XPIN11.

Na performance de mercado, a cota recuou 2,3% em junho e acumula 0,0% em 2026. Desde o início, o retorno total é de 610,5%, ou 13,8% ao ano, à frente do IFIX (282,0% e 9,3% ao ano) e do CDI bruto (320,6% e 10,0% ao ano).

Esses dados sintetizam a dinâmica operacional do mês, a contribuição de resultados de desenvolvimento e o reforço de contrato relevante de longo prazo, além do panorama de vacância, endividamento e retorno histórico do HGLG11.

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