O RBRP11 (Pátria Properties) concluiu a venda do conjunto comercial nº 2401 do Edifício Castello Branco, na Avenida República do Chile, no Centro do Rio de Janeiro. A escritura foi assinada em 10 de julho e formalizou o encerramento da participação do fundo no ativo.
A alienação ocorreu por R$ 4,808 milhões, valor 34% inferior ao total investido no imóvel desde 2015, de R$ 7,25 milhões. O preço de venda ficou 27% abaixo do valor atribuído ao ativo no laudo de avaliação de 2025. Segundo o fato relevante, o resultado em regime de caixa foi um prejuízo de R$ 2,44 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 0,20 por cota.
Principais pontos da transação:
- Venda concluída em 10 de julho, com escritura assinada;
- Preço de venda: R$ 4,808 milhões;
- Investimento total desde 2015: R$ 7,25 milhões;
- Deságio de 34% sobre o total investido e de 27% frente ao laudo de 2025;
- Prejuízo em caixa de R$ 2,44 milhões (cerca de R$ 0,20 por cota);
- Perda de receita de aluguel estimada em R$ 42,4 mil por mês;
- Impacto líquido recorrente negativo de cerca de R$ 42,9 mil mensais (cerca de R$ 0,004 por cota).
A venda foi comunicada como parte do plano de desinvestimento do fundo. O gestor indicou foco na alienação de participações menores, especialmente em regiões consideradas mais desafiadoras em termos de vacância, ou seja, com maior proporção de espaços vagos. O comunicado não informa a destinação dos recursos recebidos.
Impacto nos rendimentos do RBRP11
Além do resultado negativo na alienação, a transação impacta a geração recorrente de caixa do fundo. A compradora passou a ter direito aos aluguéis do ativo a partir da conclusão da venda, o que retira aproximadamente R$ 42,4 mil por mês da receita de locação do portfólio.
De acordo com a gestora, a retirada dessa receita e os ajustes associados devem resultar em impacto líquido negativo recorrente de cerca de R$ 42,9 mil ao mês. Em base por cota, esse efeito corresponde a aproximadamente R$ 0,004 na distribuição mensal.
Esse efeito decorre do regime de caixa, no qual o resultado reflete as entradas e saídas financeiras efetivas. O valor por cota informado considera a base de cotistas do fundo e as métricas usuais de divulgação de resultados mensais.
Venda e estratégia de desinvestimento do RBRP11
O imóvel vendido havia sido adquirido em 2015. Ao longo do período, o fundo somou ao preço de compra os custos de transação e as benfeitorias realizadas, totalizando R$ 7,25 milhões de investimento. O preço de alienação, de R$ 4,808 milhões, encerra a exposição do fundo ao Edifício Castello Branco.
Segundo a administração, a operação está alinhada à priorização de desinvestimentos em ativos considerados menos estratégicos e com maior risco de vacância. A política atual combina aquisição, venda e reposicionamento de ativos, com ênfase em otimização de portfólio e redução de assimetrias regionais.
A gestora informou que detalhará a movimentação no próximo relatório gerencial, incluindo eventuais efeitos adicionais no fluxo de caixa e nas métricas operacionais do fundo. Até o momento, não há indicação sobre o uso específico dos recursos, como amortização de passivos, reforço de caixa ou realocação em novas oportunidades.
O fundo tem foco em imóveis corporativos e passou por mudanças estruturais recentes, como a integração à plataforma da Pátria Investimentos e a alteração de sua denominação, antes conhecida como RBR Properties. A venda do conjunto comercial no Rio de Janeiro se insere nesse contexto de gestão ativa e readequação do portfólio, com saída de participações menores em mercados considerados mais competitivos.
A operação, portanto, combina efeito pontual no resultado, por conta do deságio e do prejuízo em caixa na venda, e impacto recorrente na receita mensal, pela cessão dos aluguéis à compradora após a conclusão. Os desdobramentos e a evolução do portfólio devem ser acompanhados nos próximos comunicados e no relatório gerencial.