O Fiagro agrícola brasileiro SNFZ11 aprovou a distribuição de R$ 0,10 por cota em proventos referentes ao resultado de junho de 2026, conforme comunicado divulgado ao mercado nesta quarta-feira (15). Terão direito ao recebimento os investidores posicionados ao fim do pregão de 15/7, data-base a partir da qual as cotas passam a ser negociadas “ex-direitos”. O crédito será efetuado em 24 de julho de 2026.
Com base no preço de fechamento de 30 de junho, de R$ 9,33 por cota, o provento informado corresponde a um retorno mensal aproximado de 1,07% em relação ao valor de mercado. Os rendimentos do fiagro são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, conforme a legislação aplicável ao segmento.
- Valor por cota: R$ 0,10, referente a junho/2026
- Data-base: 15/7/2026; cotas “ex-direitos” a partir de 16/7
- Pagamento: 24/7/2026, via custódia dos cotistas
- Preço de referência: R$ 9,33 em 30/6/2026
- Yield mensal: aproximadamente 1,07%
- Tributação: isenção de IR para pessoas físicas
- Tese: aquisição e gestão de terras agrícolas, com renda via arrendamento e potencial de valorização
- Emissão em andamento: até 12,08 milhões de cotas a R$ 10,20, potencial de captação de cerca de R$ 120 milhões
- Expansão de portfólio: expectativa de incorporar ~2,2 mil hectares agricultáveis em MT
Distribuição do SNFZ11: calendário, base e retorno
A aprovação da distribuição de rendimentos contempla o período de competência de junho de 2026. A data-base, definida para o encerramento do pregão de 15 de julho, delimita quem tem direito ao recebimento. A partir do dia útil seguinte, as cotas são negociadas sem o direito ao provento.
O pagamento será creditado em 24 de julho diretamente nas contas dos cotistas elegíveis. O fluxo segue o padrão dos fiagros listados, com repasses via escriturador e custodiantes.
O retorno mensal divulgado considera o preço de fechamento de R$ 9,33 em 30 de junho. Nesse patamar, o provento de R$ 0,10 implica dividend yield aproximado de 1,07% no mês, métrica que relaciona o valor do provento com a cotação de referência.
Base de cotistas do SNFZ11 e estratégia operacional
O fundo reportou a superação de 15 mil cotistas, marco que consolida a expansão da base de investidores. Em abril de 2025, havia 3.823 investidores. A evolução representa crescimento superior a 290% em pouco mais de um ano, com base em dados operacionais do veículo.
A tese combina aquisição e gestão de terras agrícolas com geração de renda por arrendamento e captura de valorização dos imóveis rurais no longo prazo. Essa abordagem busca mitigar volatilidade de preços de commodities por meio de contratos de arrendamento e melhoria operacional contínua das áreas.
Os rendimentos distribuídos são isentos de IR para pessoas físicas, conforme a regra aplicável ao Fiagro. A isenção não elimina a necessidade de observar eventuais tributações sobre ganhos de capital na alienação de cotas, quando aplicável, conforme legislação vigente.
SNFZ11 foca expansão em Mato Grosso e terceira emissão
A estratégia atual concentra-se em terras agrícolas localizadas em Gaúcha do Norte (MT), um polo relevante do agronegócio. A região apresenta aptidão agrícola elevada, potencial de segunda safra e integração com a cadeia de etanol de milho, fatores que sustentam a tese de valorização da terra no tempo.
Para ampliar a exposição a esse mercado, o fundo conduz sua terceira emissão de cotas. A oferta prevê a emissão de até 12,08 milhões de cotas, a R$ 10,20 por unidade, totalizando potencial de captação da ordem de R$ 120 milhões, conforme informado pela gestora.
Os recursos têm destinação prevista para aquisição de novas áreas rurais em Mato Grosso. A expectativa operacional é incorporar aproximadamente 2,2 mil hectares agricultáveis ao portfólio, com contratação de arrendamentos para geração de renda recorrente e reforço da exposição à valorização das propriedades rurais.
Com o avanço da oferta, o fundo busca escalar o patrimônio e diluir custos fixos, mantendo foco em regiões com infraestrutura consolidada e potencial de ganhos de produtividade. A execução da estratégia depende da conclusão da captação, das diligências fundiárias e do fechamento dos contratos de aquisição e arrendamento.
Nas comunicações recentes, a administração reiterou o foco em preservar disciplina de alocação e em buscar contratos de arrendamento que sustentem previsibilidade de caixa. Esse desenho operacional visa suportar a manutenção do fluxo de rendimentos, respeitando a sazonalidade típica do ciclo agrícola.