O Fiagro OIAG11 anunciou a distribuição de R$ 0,12 por cota, com data-base em 6 de fevereiro de 2026 e pagamento em 13 de fevereiro. Considerando o fechamento a R$ 8,99, o provento representa um dividend yield mensal aproximado de 1,33%, indicador relevante para quem busca renda periódica no mercado de capitais. A política de repasses segue consistente com a geração de resultados do fundo.
Para investidores pessoas físicas, os rendimentos do OIAG11 são isentos de Imposto de Renda, característica que torna o retorno líquido do Fiagro ainda mais competitivo frente a alternativas tributadas. Esse diferencial fiscal favorece a atratividade do produto e pode sustentar a demanda por cotas no médio prazo, ampliando a base de cotistas.
Em dezembro, a gestão executou um rebalanceamento estratégico, alocando recursos em dois Fiagros lastreados em recebíveis pulverizados. Foram adquiridos R$ 4,2 milhões em cotas sênior do Spaço Agrícola Fiagro, com taxa de CDI + 4,0% e vencimento em junho de 2028. Também houve investimento de R$ 2,5 milhões em cotas sênior do Florindo Agro Fiagro, a CDI + 3,5%, com vencimento em dezembro de 2028. Como parte do ajuste, ocorreu a venda de cerca de R$ 3 milhões em cotas sênior do Fiagro Ponto Rural para ampliar a diversificação, além do vencimento e pagamento do CRA Coruripe, reforçando o caixa.
A estratégia permitiu ao Fiagro manter elevada alocação em ativos-alvo: em dezembro, esses investimentos representaram 92,6% do patrimônio líquido, acima dos 92,0% do mês anterior. O caixa encerrou o período próximo de R$ 6,6 milhões, montante destinado a novas oportunidades em análise, segundo a gestão.
O Spaço Agrícola Fiagro tem lastro em recebíveis do Grupo Spaço Agrícola, enquanto o Florindo Agro Fiagro é estruturado com créditos pulverizados dos grupos Sansão e Florindo. Como palavras-chave secundárias: o foco em CDI + 4,0% e a “diversificação” visam equilibrar retorno e risco em diferentes emissores e prazos.
No resultado de dezembro, o OIAG11 apurou R$ 0,118 por cota e distribuiu R$ 0,120, complementando R$ 0,002 pela reserva de resultados. Após a movimentação, a reserva permaneceu robusta em R$ 0,139 por cota, reforçando a capacidade de sustentar distribuições futuras e a previsibilidade para o investidor.
A política ativa de portfólio, com vendas táticas e reinvestimentos em Fiagros estruturados, busca reduzir riscos concentrados e ampliar fontes de receita. Em um cenário de crédito atrelado ao CDI, a gestão aponta consistência ao priorizar retornos ajustados ao risco e manutenção da regularidade dos proventos para os cotistas do Fiagro.