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NUIF11 paga dividendos com yield de 14,5% ao ano e supera CDI em 12 meses

NUIF11 paga dividendos com yield de 14,5% ao ano e supera CDI em 12 meses
Foto: Suno/Banco

O fundo de infraestrutura (FI-Infra) da Nu Asset, o NUIF11, anunciou nova distribuição de R$ 1,00 por cota, com pagamento em 8 de junho. Com base no preço de mercado no fim de maio, o patamar implica um dividend yield anualizado próximo de 14,5%, segundo a gestora.

A administração informou que a remuneração equivale a cerca de 125% do CDI após o ajuste de gross-up do Imposto de Renda. O gross-up é o ajuste do valor líquido para a base bruta, permitindo comparação direta com indicadores como o CDI. Em 12 meses, as distribuições somaram R$ 13,80 por cota, o que representa, de acordo com os cálculos da gestão, retorno equivalente a 127% do CDI ajustado pelo benefício fiscal dos ativos incentivados da carteira.

O movimento ocorre em um contexto desafiador para os fundos de infraestrutura, marcado por resgates líquidos próximos de R$ 16 bilhões em maio. Apesar da pressão, a gestora relatou perda de intensidade na abertura de spreads ao longo do mês, com sinais de estabilização na segunda metade.

  • Distribuição de R$ 1,00 por cota em 8 de junho; yield anualizado estimado em 14,5%.
  • Remuneração equivalente a ~125% do CDI após gross-up do IR.
  • Acúmulo de R$ 13,80 por cota em 12 meses, ou ~127% do CDI ajustado.
  • Resgates líquidos de cerca de R$ 16 bilhões na classe de FI-Infra em maio.
  • Cota patrimonial variou +0,07% no mês; IMA-B avançou +0,31%.
  • Parte da distribuição via amortização de cotas; manutenção de caixa em ~5,4%.
  • Reciclagem de carteira no secundário, incluindo venda de posição em ISA Energia.

Cenário e estratégia do NUIF11

A gestão manteve postura cautelosa ao longo de maio, priorizando reciclagem da carteira no mercado secundário. Entre as movimentações, destacou-se a venda de uma posição em ISA Energia, com realocação de recursos em ativos avaliados como mais adequados sob a ótica de risco e retorno.

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No período, a cota patrimonial do fundo avançou 0,07%, abaixo do IMA-B, que subiu 0,31%. O IMA-B é o índice da Anbima que acompanha títulos públicos indexados ao IPCA. Segundo o relatório gerencial, o carrego da carteira contribuiu positivamente, mas a volatilidade da curva de juros reais e a abertura dos spreads de crédito compensaram parte do ganho. Spread de crédito é a diferença entre a taxa de um papel privado e a taxa de referência; sua abertura indica maior prêmio exigido pelo mercado, o que pressiona preços no curto prazo.

A gestora optou por realizar parte da distribuição por meio de amortização de cotas. Amortização é a devolução de capital ao cotista, reduzindo o número de cotas em circulação. A administração avaliou que essa via é mais eficiente na alocação de capital quando há cotas negociadas com desconto no mercado secundário, preservando o retorno do investidor.

Ao fim de maio, o fundo mantinha aproximadamente 5,4% do patrimônio em caixa. A reserva de liquidez tem como objetivo permitir a captura de oportunidades que possam surgir no secundário nos próximos meses, sem pressionar a estratégia de longo prazo.

A indústria de crédito incentivado atravessou um mês de reprecificação e maior aversão a risco. Ainda assim, a gestora observou redução na intensidade da abertura de spreads na segunda metade de maio, o que pode indicar início de estabilização das curvas, ainda que o ambiente geral permaneça exigente para ativos indexados à inflação.

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Últimos dividendos do NUIF11

No mês anterior, o fundo manteve a distribuição de R$ 1,00 por cota referente a abril, o que sinalizou um dividend yield anualizado em torno de 13,5% considerando a cotação de mercado ao fim daquele período.

Abril foi marcado pela continuidade da reprecificação de ativos de infraestrutura no secundário. O ambiente de maior aversão a risco, combinado com abertura adicional de spreads, pressionou preços dos papéis e elevou a volatilidade na indústria de crédito incentivado.

Segundo a administração, fluxos de resgates em fundos da classe também afetaram o cenário, reduzindo o apetite por ofertas primárias e deslocando a demanda para o mercado secundário. Essa dinâmica contribuiu para spreads mais amplos e para a seletividade na alocação por parte dos gestores.

A estratégia do fundo, conforme relatado, combinou disciplina na reciclagem de portfólio, preservação de liquidez e uso de instrumentos de distribuição, como a amortização, para equilibrar retorno ao cotista e eficiência na alocação de capital diante das condições de mercado.

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