O fundo imobiliário SNME11 encerrou o pregão desta quinta-feira (13) em alta de 0,86%, a R$ 9,39, na B3, contrariando o desempenho do mercado. No mesmo dia, o índice de FIIs, o IFIX, recuou 0,60%, aos 3.692,65 pontos.
Ao longo da sessão, a cota do fundo marcou mínima de R$ 9,33 e fechou próxima da máxima do dia. O giro financeiro somou R$ 139 mil, com a cota a R$ 9,39 no fechamento. O movimento ocorreu em meio à continuidade da estratégia de ganho de capital e a resultados operacionais de junho.
- Fechamento: R$ 9,39 (+0,86% no dia); mínima: R$ 9,33
- IFIX: -0,60% (3.692,65 pontos)
- Volume financeiro: R$ 139 mil no pregão
- Junho: lucro de R$ 1,81 milhão; resultado distribuível de R$ 0,244/cota
- Dividendos: R$ 0,22/cota pagos em 27 de julho; reserva de R$ 0,0669/cota
- Considerando R$ 9,40/cota: dividend yield anualizado de 31,9%
- Cota patrimonial: R$ 9,63; P/VP de 0,98
- Carteira de CRIs: yield médio de 19,24%; duration aproximada de 0,5 ano
- Perspectiva: distribuição apenas do resultado recorrente; reserva será zerada antes da incorporação de SNFF11 e KISU11
- Operações estruturadas: TIR de 52,5% em investimento ligado à cisão do RELG11; R$ 0,16/cota adicionados ao resultado
- Proteção de mercado: recebimento de cotas de GGRC11 e execução de venda a descoberto que agregou R$ 146 mil ao mês
Desempenho do SNME11 e métricas de renda
Em junho, o fundo apurou lucro de R$ 1,81 milhão e registrou resultado distribuível de R$ 0,244 por cota. Os dividendos pagos foram de R$ 0,22 por cota, com pagamento realizado em 27 de julho, e R$ 0,0669 por cota permaneceram como reservas distribuíveis ao fim do período.
Com base na cotação de mercado de R$ 9,40, o fundo apresentou dividend yield anualizado de 31,9%. A cota patrimonial fechou a R$ 9,63, o que implica P/VP de 0,98. P/VP é a relação entre o preço de mercado e o valor patrimonial por cota.
A carteira de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) manteve foco em curto prazo. O yield médio foi de 19,24% ao mês base e a duration aproximada de 0,5 ano, métrica que reflete o prazo médio dos recebimentos do fluxo e sua sensibilidade a juros.
Segundo a gestora, a expectativa para os próximos meses é distribuir apenas o resultado recorrente. A reserva acumulada será integralmente distribuída antes da conclusão da incorporação dos fundos SNFF11 e KISU11 pelo próprio fundo, em linha com a reorganização societária informada ao mercado.
No pregão de quinta-feira, a cota avançou 0,86% e encerrou próxima da máxima do dia, com R$ 139 mil em volume. O desempenho contrastou com o recuo do principal índice de fundos imobiliários, o IFIX, que caiu 0,60% no mesmo período.
Operações estruturadas e ganho de capital do SNME11
O principal destaque de junho foi a conclusão do investimento no veículo originado da cisão do RELG11. A operação gerou taxa interna de retorno (TIR) anualizada de 52,5% e adicionou R$ 0,16 por cota ao resultado distribuível. TIR é a taxa que iguala o valor presente dos fluxos futuros ao capital investido.
De acordo com a gestora, a tese foi iniciada em julho de 2024, quando foi identificado um portfólio negociado com desconto relevante frente ao valor justo estimado. Ao longo dos meses seguintes, a posição foi ampliada de forma gradual e a estratégia amadureceu em junho deste ano, momento em que o ganho foi capturado.
Parte da liquidação ocorreu por meio do recebimento de cotas do GGRC11. Para mitigar a exposição às oscilações de mercado entre o recebimento e a venda, o fundo executou uma operação de venda a descoberto (short), que travou previamente o preço de alienação. A proteção agregou R$ 146 mil ao resultado mensal e reduziu o risco de variação adversa no preço das cotas.
Em carta mensal, a gestão afirmou: “A boa oportunidade surgiu em um veículo momentaneamente estressado, cujo preço no mercado secundário oferecia margem de segurança e potencial relevante de ganho de capital”. A abordagem, segundo o documento, segue focada em identificar assimetrias de preço e materializar ganhos por meio de operações estruturadas, preservando a liquidez e o perfil de curto prazo da carteira.