O MXRF11 (MXRF11) confirmou a manutenção do rendimento de R$ 0,10 por cota para setembro de 2026. O pagamento ocorrerá em 15 de setembro de 2026 aos investidores com posição até o fim do pregão de 31 de agosto de 2026, data de corte. Com base na cotação de R$ 9,30, o valor corresponde a um dividend yield mensal estimado de 1,08%. Os rendimentos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, conforme as regras vigentes.
- Rendimento: R$ 0,10 por cota, estável desde maio
- Data de corte: 31/08/2026; pagamento: 15/09/2026
- Preço de referência: R$ 9,30 por cota
- Yield mensal aproximado: 1,08%
- Isenção de IR para pessoas físicas, conforme legislação
- PL em junho: R$ 4,24 bilhões; VP: R$ 9,2293 por cota
- Base de cotistas em junho: 1.485.336 investidores
- Alocação em junho: CRIs 73,9%; FIIs 15,2%; permutas 9,1%; caixa 1,9%
Resultados e distribuição: impactos nos dividendos
Os dividendos do MXRF11 foram suportados pelos resultados apurados no relatório gerencial de junho. Na competência, a geração de caixa totalizou R$ 50,47 milhões, ou R$ 0,1097 por cota. Desse montante, R$ 41,52 milhões vieram do book de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), R$ 5,98 milhões do book de fundos imobiliários e R$ 5,1 milhões do segmento de permutas.
O patrimônio líquido encerrou junho em R$ 4,24 bilhões, com valor patrimonial de R$ 9,2293 por cota. A reserva acumulada de correção monetária somou R$ 24,28 milhões, equivalente a R$ 0,052 por cota, indicando colchão financeiro para suavizar oscilações de indexadores.
A distribuição de R$ 0,10 paga em 14 de julho correspondeu a 86,87% do CDI líquido. Considerando gross-up de 15% (ajuste para comparação com indicador tributável), o equivalente foi de 102,20% do CDI. O CDI é a taxa referencial de juros usada como parâmetro para investimentos de renda fixa.
A base de investidores avançou para 1.485.336 cotistas em junho, com incremento líquido de 16.823 participantes. No período, o fundo iniciou a 12ª oferta de cotas, com captação base prevista de R$ 1,0 bilhão, reforçando a capacidade de originação e diversificação de ativos.
Alocação e crédito: como a carteira sustenta dividendos
A carteira fechou junho concentrada em CRIs (73,9%), seguida por fundos imobiliários (15,2%), permutas financeiras (9,1%) e caixa (1,9%). A posição em cotas de FIIs totalizou R$ 634,50 milhões sob gestão, compondo a parcela de renda variável da estratégia.
Por indexador, os ativos atrelados à inflação (IPCA+ e INCC+) representaram 78,16% do portfólio, com taxa média de aquisição de 8,68% ao ano acima do índice. Títulos atrelados ao CDI somaram 6,33%, enquanto a exposição em FIIs completou 15,51% do book.
O spread de crédito médio ponderado a mercado ficou em 151 pontos-base, métrica que indica a remuneração adicional acima do indexador. O LTV médio da carteira foi de 56%, relação entre o saldo devedor do crédito e o valor do lastro imobiliário, sinalizando nível de alavancagem dos projetos financiados.
Na distribuição setorial, a carteira de CRIs esteve concentrada em: residencial (32,06%), outros (25,95%), varejo alimentício (19,78%) e varejo (7,63%). O cronograma de vencimentos apontou que 75% dos títulos têm maturidade a partir de 2031, alongando o perfil de caixa.
Entre as movimentações, houve aporte de R$ 65 milhões na compra do CRI BGR Cidade Jardim, a IPCA + 9,85% ao ano. No segmento de fundos, o veículo investiu R$ 45 milhões no FII BGRJ11. Em contrapartida, realizou alienações parciais em sete CRIs, com ganho de capital de R$ 1,1 milhão, e registrou pré-pagamentos das operações de GPA e Kroton.
No mercado secundário de FIIs, foram vendidos R$ 8 milhões no FII MCLO11, com ganho de R$ 730 mil. A gestão segue acompanhando os créditos de Urbplan Mezzanino, AIZ/Pesa e Arquiplan/Beside, sem alteração de status reportada no período.
A combinação de geração de caixa via CRIs indexados à inflação, diversificação em FIIs e operações de permuta, somada ao alongamento dos vencimentos, sustenta a manutenção do nível de distribuição, conforme divulgado para setembro.