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KNCR11 lucra R$ 120 milhões com dividend yield de 1,11%; veja

KNCR11 lucra R$ 120 milhões com dividend yield de 1,11%; veja
Foto: Suno/Banco

O fundo imobiliário KNCR11 (KNCR11) apurou resultado líquido de R$ 120,1 milhões em setembro de 2026, o equivalente a R$ 1,12 por cota, conforme relatório gerencial. A gestão atribuiu o desempenho à manutenção da Selic em patamar elevado, o que sustentou a remuneração dos ativos indexados a taxas pós-fixadas.

Na mesma referência, o FII distribuiu R$ 121 milhões, ou R$ 1,13 por cota, com pagamento agendado para 14 de outubro de 2026. O valor representa dividend yield mensal de 1,11%, tomando como base a cota média de ingresso de R$ 102,12 adotada no documento.

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  • Resultado líquido de setembro: R$ 120,1 milhões (R$ 1,12/cota)
  • Distribuição: R$ 121 milhões (R$ 1,13/cota), pagamento em 14/10/2026
  • DY mensal: 1,11%, com base na cota média de R$ 102,12
  • Receitas: CRIs (R$ 104,2 mi), FIIs (R$ 9,2 mi), LCIs (R$ 7,1 mi), caixa (R$ 9,8 mi)
  • Despesas: R$ 10,3 milhões no mês
  • Equivalências: 102% do DI; 120% do CDI após gross-up de 15%
  • Novas alocações: R$ 1,1879 bilhão, remuneração média CDI + 1,76% a.a.

O montante distribuído ficou levemente acima do resultado do período, o que foi acomodado pelo saldo de resultados acumulados. Ao fim de setembro, o fundo reportou R$ 0,37 por cota em lucros a distribuir.

As receitas do mês foram concentradas nos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que somaram R$ 104,2 milhões. Os investimentos em cotas de fundos imobiliários aportaram R$ 9,2 milhões, enquanto as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) contribuíram com R$ 7,1 milhões. Instrumentos de caixa adicionaram R$ 9,8 milhões.

As despesas totalizaram R$ 10,3 milhões, resultando no ganho líquido de R$ 120,1 milhões. Segundo a administração, a taxa Selic elevada sustentou a performance dos papéis atrelados ao CDI, que é a média das taxas de empréstimos interbancários.

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Em termos de referência, a remuneração do portfólio em setembro correspondeu a 102% da taxa DI no mês. Após o gross-up de 15% — ajuste que converte rendimento líquido em equivalente bruto para comparação — a equivalência atingiu 120% do CDI.

O pagamento ficou menor em relação a agosto, quando os dividendos do KNCR11 somaram R$ 123,2 milhões (R$ 1,15 por cota). Na mesma comparação, o resultado havia sido de R$ 127,8 milhões (R$ 1,19 por cota), refletindo uma desaceleração pontual na geração de caixa frente ao mês anterior.

O relatório também ressalta que a cota média de ingresso de R$ 102,12 foi utilizada como base para calcular o dividend yield mensal, métrica que relaciona o provento distribuído ao preço de referência da cota no período.

Resultados e distribuição do KNCR11 em setembro de 2026

A distribuição de R$ 1,13 por cota em setembro avançou marginalmente sobre o resultado do mês, mas permaneceu suportada pelo saldo de lucros acumulados. A gestão destacou estabilidade do quadro macro de juros como fator que ajudou a preservar a remuneração da carteira de crédito.

A composição de receitas manteve predominância dos CRIs, com participação secundária de alocações em outros FIIs, LCIs e caixa. O comportamento dos indexadores pós-fixados, notadamente CDI/DI, continuou influenciando a geração de receitas financeiras do portfólio.

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Alocações do KNCR11 somam R$ 1,19 bi e reforçam crédito

Desde o relatório anterior, o KNCR11 executou novas alocações que totalizaram R$ 1,1879 bilhão, com taxa média de CDI + 1,76% ao ano. O montante contempla operações concluídas em setembro e em até dois dias úteis de outubro.

Entre as transações, houve a aquisição de R$ 250 milhões em cotas seniores de um fundo imobiliário lastreado em imóvel localizado na Rodovia Castello Branco, locado a uma companhia do setor farmacêutico.

Outra alocação direcionou R$ 240 milhões ao financiamento de uma carteira composta por cinco shopping centers adquiridos pelo TRXF. A iniciativa ampliou a exposição do fundo ao segmento varejista por meio de estrutura de crédito.

No segmento residencial de alto padrão, o KNCR11 reforçou a posição em operações relacionadas a empreendimentos administrados pela JFL. Os investimentos vinculados aos edifícios JFL125, AVNU e JML747 totalizaram R$ 401,4 milhões.

A carteira também recebeu R$ 108,5 milhões em uma estrutura de crédito atrelada ao Shopping Jaraguá Araraquara, diversificando o risco setorial e geográfico dentro do book de crédito.

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Adicionalmente, a gestão adquiriu recebíveis imobiliários originados de empréstimos com garantia de imóveis residenciais, incluindo operações de originadores como CashMe e Creditas. Essas aquisições ampliam a base de lastros e reforçam a geração de fluxo de caixa indexado ao CDI.

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