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Fundo logístico HSLG11 quer diluir peso das Casas Bahia; veja junho

Fundo logístico HSLG11 quer diluir peso das Casas Bahia; veja junho
Foto: Suno/Banco

O fundo imobiliário HSLG11 apurou resultado de R$ 9,533 milhões em junho de 2026, levemente abaixo do mês anterior. A receita imobiliária somou R$ 13,699 milhões no período, ante despesas de R$ 4,769 milhões, segundo a gestão.

Em 30 de junho de 2026, o fundo anunciou distribuição de R$ 0,74 por cota, equivalente a dividend yield anualizado de 10,1% com base no valor de mercado da cota na data. Os pagamentos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas nas condições legais vigentes.

  • Resultado de junho: R$ 9,533 milhões
  • Receita imobiliária: R$ 13,699 milhões; despesas: R$ 4,769 milhões
  • Distribuição: R$ 0,74/cota; dividend yield anualizado de 10,1%
  • Guidance 2026: entre R$ 0,74 e R$ 0,76 por cota
  • Semestre: R$ 0,18 por cota acumulado; 96,0% do resultado caixa distribuído
  • Reserva acumulada: R$ 1,33 por cota

Os rendimentos do HSLG11 seguem o guidance informado para o restante de 2026, entre R$ 0,74 e R$ 0,76 por cota. No semestre, o fundo distribuiu 96,0% do resultado caixa e encerrou junho com reserva acumulada de R$ 1,33 por cota.

A cota patrimonial foi de R$ 109,49, enquanto a de mercado fechou a R$ 88,00, uma diferença de 20%. O valor do portfólio por metro quadrado ficou em R$ 3.408 pelo patrimonial e R$ 2.872 pelo mercado. O cap rate implícito foi de 9,45% pelo patrimonial e 11,21% pelo mercado. Cap rate é a taxa de capitalização, que relaciona a renda anual dos imóveis com seu valor.

Desempenho operacional e carteira do HSLG11

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Em junho, não houve reajustes ou revisionais nos contratos de locação. O aluguel nominal médio do portfólio foi de R$ 26,80 por metro quadrado. A taxa de ocupação permaneceu em 100%, com todos os locatários adimplentes.

Segundo a gestão, o nível de aluguel reflete o padrão construtivo AAA dos ativos e sua localização, todos situados a até 30 km das capitais mais próximas. A estratégia busca ativos com especificações técnicas elevadas e proximidade de grandes centros consumidores.

O portfólio do fundo imobiliário HSLG11 reúne seis ativos logísticos. A ABL totaliza 548.542 m², sendo 507.951 m² de ABL própria, com participação média de 92,6% nos empreendimentos.

Pela distância até as capitais, 68,9% da ABL está entre 15 e 30 km e 31,1% a até 15 km. Aproximadamente 44% dos ativos estão na Região Metropolitana de São Paulo, principal polo de demanda logística do país.

O aluguel médio por m² varia entre os ativos: HSI Log Araucária BTS Meli (R$ 35,6), Contagem (R$ 31,3), Manaus (R$ 27,5), Castelo (R$ 27,1), Dutra (R$ 24,2) e São José dos Pinhais (R$ 19,3). As diferenças refletem características de cada ativo, como localização, especificações e estrutura contratual.

Na receita por locatário, Casas Bahia responde por 31,4% (28,1% diretamente e 3,3% em sublocações). Na sequência estão Mercado Livre (13,5%), Bemol (13,1%), Assaí (10,5%), Comercial Esperança (7,7%), Ibratec (4,9%), Ativa Logística (3,9%) e OCQ (3,3%).

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A gestão indica potencial redução da concentração de Casas Bahia em cerca de 12 pontos percentuais após novas comercializações, para patamar próximo a 19%. A medida tende a diluir risco de concentração de receita e alongar a base de inquilinos.

Por tipologia, 62,7% dos contratos são típicos e 37,3% atípicos. Quanto aos indexadores, 91,7% dos contratos são reajustados pelo IPCA e 8,3% pelo IGP-M. A receita concentra-se em São Paulo (41,6%), Paraná (24,1%), Minas Gerais (21,1%) e Amazonas (13,2%).

Indicadores financeiros e distribuição do HSLG11

Em paralelo ao desempenho operacional, o fundo manteve a política de distribuição alinhada ao guidance. A distribuição de R$ 0,74 por cota anunciada no fim de junho implica dividend yield anualizado de 10,1% sobre o preço de mercado da cota naquele dia.

Ao longo do semestre, o HSLG11 acumulou R$ 0,18 por cota e distribuiu 96,0% do resultado caixa no período. A reserva acumulada de R$ 1,33 por cota fornece margem para gestão de fluxo de caixa e estabilidade de proventos, nos termos divulgados.

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Nos indicadores de avaliação, a diferença de 20% entre a cota patrimonial (R$ 109,49) e a de mercado (R$ 88,00) implica cap rate implícito superior quando calculado a preços de mercado (11,21%) frente ao patrimonial (9,45%). Esse indicador expressa o retorno anual dos aluguéis sobre o valor dos ativos ou sobre a capitalização do fundo, a depender da base utilizada.

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