O fundo de investimento imobiliário HGRU11 confirmou o pagamento de R$ 0,95 por cota referente aos rendimentos de maio de 2026, mantendo o patamar de proventos estabelecido desde fevereiro. O calendário prevê pagamento em 15 de junho de 2026, com data-base em 29 de maio de 2026. Investidores posicionados ao final do pregão dessa data farão jus ao recebimento.
Com base no fechamento de R$ 129,71, o dividend yield mensal estimado é de 0,73%, reforçando a atratividade relativa do papel. Para pessoas físicas, os dividendos de FIIs seguem isentos de Imposto de Renda sob a legislação atual, favorecendo a rentabilidade líquida do cotista do HGRU11.
A distribuição reflete a consistência da política de proventos do fundo, ancorada em um portfólio pulverizado e contratos com forte previsibilidade. O resultado mensal indicou receita de R$ 1,05 por cota e valor distribuível de R$ 0,80 por cota, impactado negativamente em R$ 0,01 pela venda de cotas de outros FIIs, sem alterar a diretriz de pagamentos do HGRU11.
Portfólio diversificado
O fundo opera um conjunto de 100 ativos em 16 estados, somando mais de 600 mil m² de ABL. A composição por locatário é liderada pelo Varejo Alimentício (55%), seguido por Educação (25%) e Varejo Vestuário (17%), com “outros” em 3%. Entre os inquilinos, destacam-se Carrefour (24%), Assaí (22%), Pernambucanas (17%), YDUQS (13%) e DMA (5%), enquanto os demais representam 18%.
A estrutura contratual apresenta 81% de contratos atípicos e 19% típicos, suportando estabilidade de fluxo. Quanto à indexação, 99% das receitas estão vinculadas ao IPCA e 1% ao IGP-M, alinhando reajustes ao principal índice de inflação.
Em abril, a vacância física permaneceu controlada em 0,8%, sem trocas de locatários, e houve reajuste em 47.812 m² de ABL, preservando o poder de compra da receita. Essa combinação de baixa vacância e indexação robusta sustenta os proventos do fundo imobiliário HGRU11.
A manutenção do valor de R$ 0,95 por cota nos rendimentos do fundo reforça a confiança na estratégia operacional do portfólio. Para o cotista, a previsibilidade de pagamentos do HGRU11 segue amparada por bases contratuais sólidas e exposição setorial resiliente.