Os dividendos do RBRR11 referentes a julho de 2026 serão de R$ 0,90 por cota, com pagamento em 18 de agosto de 2026. Terão direito aos proventos os investidores posicionados ao fim do pregão de 11 de agosto de 2026, data-base definida pelo administrador.
Sobre a cotação de fechamento de julho, de R$ 75,94, o valor anunciado implica um dividend yield mensal de aproximadamente 1,19%. Para pessoas físicas que atendam às condições previstas em lei, os proventos são isentos de Imposto de Renda.
- Valor: R$ 0,90 por cota (competência: julho/2026)
- Data-base: 11/08/2026; pagamento: 18/08/2026
- Dividend yield: 1,19% sobre R$ 75,94 (fechamento de julho)
- Isenção de IR: válida para pessoas físicas elegíveis, conforme legislação
- Alocação: 97,5% do PL em ativos-alvo; 95,3% em CRIs e operações estruturadas; 2,2% em cotas de FIIs
- Indexadores: 99% IPCA; 1% IGP-M; prazo médio de 3,9 anos
- Segmentos: logística (35%), escritórios (26%) e operações pulverizadas (22%)
- Região: São Paulo com 67% da exposição
- Desinvestimentos: CRIs Pátio Malzoni (R$ 9 mi) e Bem Brasil (R$ 5,2 mi) vendidos; 53.426 cotas de RPRI11 (R$ 4,5 mi) e posição em FLCR11 (R$ 1,2 mi) zeradas
- Watchlist: sem novas inclusões; CRI Landsol (R$ 7,7 mi; 0,5% do PL) em reestruturação
Carteira de crédito e impacto nos dividendos do RBRR11
O portfólio do fundo encerrou junho de 2026 concentrado em crédito imobiliário, mantendo a estratégia de reorganização. Conforme o relatório mais recente, 97,5% do patrimônio líquido estava aplicado em ativos-alvo, dos quais 95,3% em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e operações estruturadas, e 2,2% em cotas de outros FIIs.
A carteira reunia 98 CRIs e uma operação estruturada. A indexação seguia predominantemente ao IPCA, com 99% da exposição, frente a 1% atrelado ao IGP-M. O prazo médio das operações era de 3,9 anos, métrica relevante para avaliar o risco de crédito e a duração dos fluxos de pagamento.
Por segmento econômico, a logística concentrava cerca de 35% da carteira de CRIs, seguida por escritórios (26%) e operações pulverizadas (22%). Em termos geográficos, São Paulo respondia por 67% da exposição total. Entre as maiores posições, destacavam-se os CRIs Leroy II, GT Banco do Brasil, Brookfield JK IPCA, Cabreúva, JFL Jardim Faria Lima e JK Financial Center.
Essa composição, com predominância de indexação ao IPCA e prazos médios em torno de quatro anos, tende a influenciar a previsibilidade dos fluxos recebidos pelo fundo e, consequentemente, o comportamento dos rendimentos distribuídos ao longo dos meses de competência.
Desinvestimentos e efeitos nos dividendos do RBRR11
Em junho, a gestão prosseguiu com a retirada de operações que deixaram de se enquadrar no perfil atual do portfólio. Nesse movimento, vendeu integralmente o CRI Pátio Malzoni por R$ 9 milhões e encerrou a posição no CRI Bem Brasil, no valor de R$ 5,2 milhões.
Houve ainda a venda de 53.426 cotas de RPRI11, por R$ 4,5 milhões, além do encerramento da posição no FLCR11, de R$ 1,2 milhão. Segundo a gestão, a agenda de desinvestimentos deve continuar nos próximos meses, com foco em operações de menor volume ou com características de risco fora da estratégia vigente. O objetivo declarado é otimizar e rebalancear o portfólio, preservando a aderência à tese do fundo.
Na frente de crédito, não houve inclusão de novos CRIs na lista de acompanhamento (watchlist) durante o mês. Entre as operações já monitoradas, figura o CRI Landsol, de R$ 7,7 milhões, equivalente a 0,5% do patrimônio. De acordo com a administração, o ativo passa por processo de reestruturação em conjunto com outros CRIs ligados à mesma companhia.
A continuidade desse rebalanceamento, aliada ao perfil atual da carteira — majoritariamente indexada ao IPCA —, compõe o pano de fundo para os rendimentos anunciados para agosto. O cronograma divulgado preserva a data-base de 11 de agosto e a previsão de pagamento em 18 de agosto, com R$ 0,90 por cota como referência para o mês de competência de julho.
No contexto operacional, a alocação elevada em CRIs, a concentração setorial em logística e escritórios e a exposição geográfica a São Paulo indicam uma carteira focada em crédito corporativo e lastros imobiliários com prazos intermediários. Esses fatores, combinados aos desinvestimentos seletivos, são os vetores destacados pela gestão para sustentar a distribuição no curto prazo.
Por fim, o comunicado ressalta que os proventos mantêm a isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas que atendam às condições legais. O calendário e os valores informados permanecem sujeitos às regras do regulamento e aos procedimentos do administrador do fundo.