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FIIs são pilar para aposentadoria de 97% dos investidores, diz pesquisa

FIIs são pilar para aposentadoria de 97% dos investidores, diz pesquisa
Foto: Suno/Banco

Fundos imobiliários (FIIs) ganham espaço como instrumento de geração de renda e planejamento para a aposentadoria entre investidores pesquisados. Em junho de 2026, levantamento conduzido pela Brain Inteligência Estratégica, Clube FII e Tree Inteligência Financeira apontou que 97% dos respondentes consideram os fundos imobiliários um pilar de sua estratégia previdenciária.

A pesquisa foi aplicada a investidores da base do Clube FII, refletindo esse universo específico, não a totalidade dos cerca de 3,2 milhões de cotistas cadastrados na B3. Os dados mostram aumento do nível de experiência, maior diversificação de carteiras e concentração relevante de patrimônio alocado no segmento.

Principais destaques do levantamento:

  • 97% dos investidores veem FIIs como pilar da aposentadoria.
  • 94% apontam o fluxo de renda mensal como motivo de permanência no segmento.
  • Isenção de Imposto de Renda sobre rendimentos é citada por 77%.
  • Investidores com mais de 5 anos de experiência subiram de 13% (2020) para 60% (2026).
  • Número médio de FIIs por carteira passou de 9,7 (2020) para 18 (2026).
  • 37% têm mais de R$ 500 mil em FIIs; 32% possuem entre R$ 100 mil e R$ 500 mil.
  • 97% administram diretamente suas posições.
  • Segmentos preferidos: recebíveis (67% nas carteiras), galpões logísticos (66% nas carteiras e 75% de intenção de novos aportes).
  • Riscos mais citados: mercado (85%), inadimplência (78%) e vacância (75%).
  • FIIs mais presentes: XPML11 (23%), BTLG11 (21%) e TRXF11 (18%).

Renda mensal e isenção fortalecem adesão aos FIIs

O fluxo mensal de rendimentos é o principal fator de retenção no segmento, segundo 94% dos participantes. A distribuição recorrente de proventos, típica dos FIIs, foi apontada como razão central para seguir investindo.

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A isenção de tributação sobre rendimentos, nas condições previstas pela legislação atual, foi mencionada por 77% dos respondentes. Esse benefício fiscal, somado à possibilidade de diversificação, ajuda a sustentar o interesse no mercado.

Adicionalmente, 52% destacaram a exposição ao mercado imobiliário sem as burocracias associadas à compra direta de imóveis. Em FIIs, a aquisição de cotas dá acesso a portfólios com gestão profissional, prazos e indexadores definidos, além de políticas de distribuição de rendimentos.

Experiência cresce e carteiras de FIIs ficam mais diversificadas

O perfil do investidor da amostra mudou desde 2020. A fatia com mais de cinco anos de experiência em FIIs passou de 13% para 60% em 2026, enquanto iniciantes, com até um ano, recuaram de 36% para 4%. Esse avanço da maturidade coincide com maior diversificação das carteiras.

A média de 9,7 FIIs por investidor em 2020 subiu para 18 em 2026, alta de 84,5% no período. Segundo Fabio Tadeu Araújo, CEO da Brain, as diferenças de objetivos e tamanho de carteira são evidentes: investidores com menor volume aplicado tendem a priorizar rentabilidade, enquanto os de maior renda dão mais peso à análise da gestão dos fundos.

O levantamento indica também crescimento na presença de investidores com maior capital. A parcela com mais de R$ 500 mil investidos em FIIs aumentou 37% entre outubro de 2024 e junho de 2026, alcançando 37% do total. Outros 32% declararam entre R$ 100 mil e R$ 500 mil no segmento.

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Galpões e recebíveis lideram preferência nos fundos imobiliários

Os fundos de recebíveis imobiliários aparecem em 67% das carteiras e reúnem igual proporção de intenção de novos aportes. Já os fundos de galpões logísticos lideram a intenção de investimento futuro, com 75% dos entrevistados demonstrando interesse, enquanto 66% afirmam já possuir essa classe em carteira.

Na sequência, fundos híbridos estão presentes em 57% das carteiras; shopping centers, em 55%; lajes corporativas, em 52%; e fundos de fundos (FOFs), em 28%. Entre os tickers mais citados individualmente, XPML11 foi mencionado por 23% dos respondentes, BTLG11 por 21% e TRXF11 por 18%.

Risco de mercado e ambiente político no radar

Os riscos aparecem com destaque na percepção dos participantes. O risco de mercado foi citado por 85% dos entrevistados, enquanto 78% mencionaram inadimplência (atraso ou falta de pagamento dos devedores) e 75% apontaram vacância (imóveis vagos sem locação).

A sensibilidade ao ambiente político aumentou de forma relevante. A parcela que enxerga esse fator como capaz de reduzir fortemente a disposição para investir passou de 10% em 2024 para 70% em 2026, segundo o levantamento.

No recorte demográfico, Baby Boomers (62 a 80 anos) representam 42% da amostra e a Geração X (46 a 61 anos), 38%. Aposentados correspondem a 22% do total. Trata-se, portanto, de um grupo com maior experiência, carteiras mais amplas e participação relevante de investidores com patrimônio elevado, características que devem ser interpretadas no contexto específico da base pesquisada.

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