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Dividendos do RZAK11 rendem 1,28% no mês; entenda a distribuição

Dividendos do RZAK11 rendem 1,28% no mês; entenda a distribuição
Foto: Suno/Banco

O fundo imobiliário RZAK11 vai pagar R$ 1,05 por cota em 21 de agosto de 2026. Terão direito ao crédito os investidores posicionados até o encerramento do pregão de 14 de agosto de 2026, data-base informada pela gestão. Com base na cotação de fechamento de junho, de R$ 79,20, os dividendos do RZAK11 equivalem a um dividend yield (DY) mensal de 1,28%, ou 16,49% anualizado.

A gestora manteve o intervalo de distribuição (guidance) para os próximos três meses entre R$ 1,00 e R$ 1,10 por cota. Os rendimentos seguem isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, dentro das condições da legislação vigente.

Principais pontos:

  • Valor do provento: R$ 1,05 por cota
  • Data de pagamento: 21/08/2026
  • Data-base: 14/08/2026 (encerramento do pregão)
  • DY de junho: 1,28% mensal; 16,49% anualizado sobre R$ 79,20
  • Guidance mantido: R$ 1,00 a R$ 1,10 por cota nos próximos 3 meses
  • Isenção de IR para pessoas físicas, conforme regras aplicáveis

Em junho, o fundo apurou resultado de R$ 10,09 milhões, equivalentes a R$ 1,15 por cota. O patrimônio líquido alcançou R$ 774 milhões, com cota patrimonial de R$ 87,88. No mercado secundário, a cota fechou o mês a R$ 80,34, o que implica P/VP de 0,91x. P/VP é a relação entre o preço de mercado e a cota patrimonial do fundo.

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A base de investidores somou 44.062 cotistas, e a liquidez média diária foi de R$ 1,7 milhão no período. Esses indicadores sugerem um mercado ativo para as cotas e uma base pulverizada de detentores.

Entre os eventos de destaque, ocorreram as liquidações totais do CRI MRV, quitado de forma antecipada, e do CRI Splice, liquidado após um atraso pontual. Em ambos os casos, houve pagamento integral de principal e juros. Esses fluxos contribuíram para a formação do resultado do mês e dão suporte ao nível atual de distribuição, alinhado ao intervalo indicado pela gestão.

A manutenção do intervalo de proventos entre R$ 1,00 e R$ 1,10 por cota reflete o balanço entre geração de caixa dos ativos e a política de repasses mensais aos cotistas. Esse intervalo, citado como guidance do RZAK11, orienta o patamar esperado de rendimentos no curto prazo, sem configurar garantia de distribuição.

Composição da carteira e impactos nos dividendos do RZAK11

Ao fim de junho, o fundo reportou alocação bruta de 95,25% do patrimônio líquido, sem alavancagem via compromissadas reversas (operações de financiamento). Por instrumento, a carteira estava distribuída entre Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), com 76%, e cotas de fundos imobiliários (FIIs), com 24%.

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Por indexador, a maior exposição concentrava-se no IPCA, com 43,02% da carteira, taxa média de 9,59% ao ano e duration de 3,79 anos. Duration é o prazo médio ponderado do fluxo de pagamentos do ativo, indicador sensível a variações de juros e inflação. As demais parcelas estavam vinculadas ao CDI (30,08%), ao INCC (10,99%), a prefixados (2,01%) e a ativos sem indexador (9,14%). O IPCA acumulou 4,64% em 12 meses e desacelerou para 0,16% em junho, dado relevante para a dinâmica de remuneração dos CRIs atrelados à inflação.

Sob a ótica de teses de investimento, os maiores volumes estavam em crédito estruturado para financiamento de projeto (35,56% do patrimônio), crédito pulverizado de carteira estática (28,32%) e alocações em dividendos com viés positivo (7,38%). Havia, ainda, gestão de caixa em títulos públicos (7,20%), exposição a estruturados via fundos listados (5,55%) e crédito estruturado de empréstimo colateralizado (4,71%). Essa composição diversifica fontes de receita, com diferentes indexadores e perfis de risco.

Nas alocações-alvo para 2026, os núcleos com maior exposição efetiva eram real estate (35,70% do PL), securitização e carteiras (28,32%) e infraestrutura (21,19%). Agronegócio e direct lending seguiam abaixo das metas, com 0,56% e 2,30%, ante alvos de 5,00% e 10,00%, respectivamente. Esses desvios indicam espaço para ajustes táticos e alocações incrementais, conforme surgimento de oportunidades alinhadas ao mandato e aos limites de risco.

No agregado, a estrutura de indexadores, o nível de alocação e os eventos de liquidação observados no mês explicam o patamar atual de distribuição. A projeção indicada pela gestão e a isenção fiscal para pessoas físicas moldam o retorno líquido dos cotistas. Em linha com a prática do mercado, o rendimento do RZAK11 permanece condicionado ao desempenho dos ativos, às condições de mercado e à execução da estratégia de alocação.

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