O fundo imobiliário BRCO11 destinou R$ 0,91 por cota aos investidores, com pagamento marcado para 15 de outubro de 2026. A distribuição tem como referência os resultados de setembro e contemplou os cotistas posicionados ao término do pregão de 30 de setembro, data de corte para apuração do direito.
Com base no preço de fechamento de R$ 111,99 em 30 de setembro, o yield mensal aproximado foi de 0,81%. Para pessoas físicas elegíveis segundo a legislação aplicável aos FIIs, os proventos são isentos de Imposto de Renda.
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- Pagamento: 15/10/2026
- Valor: R$ 0,91 por cota
- Data de corte: 30/09/2026 (após o pregão)
- Referência: resultado de setembro
- Preço de referência: R$ 111,99 (fechamento de 30/09)
- Dividend yield mensal: 0,81% (aprox.)
- Isenção de IR: pessoas físicas elegíveis, conforme legislação
Vacância do BRCO11 recua para 1,6% após locação
Nas informações de agosto, a gestão reportou vacância física de 1,6%, após nova locação no Bresco Resende. A vacância física mede a parcela da área sem ocupação efetiva.
O Mercado Livre passou a ocupar integralmente os 25,5 mil m² de ABL (área bruta locável) do empreendimento. O contrato, firmado por cinco anos, eliminou a área que ainda estava disponível no ativo.
Com a ocupação do Bresco Resende, o Bresco Canoas concentrou a principal área vaga da carteira. Em agosto, o ativo tinha 9.044 m² disponíveis, equivalentes a 1,5% da ABL total do fundo.
A gestão informou tratativas iniciais envolvendo cerca de 27 mil m² no Bresco Canoas. O volume negociado representava aproximadamente três vezes o espaço disponível no ativo.
Carteira do BRCO11 e potencial de expansão
Em agosto, a carteira somava 14 imóveis e 591 mil m² de ABL. Ativos classificados como last mile, voltados à distribuição urbana próxima ao consumidor final, respondiam por 71% da receita anual estabilizada.
Aproximadamente 23% da ABL estava em um raio de até 25 quilômetros da cidade de São Paulo. No recorte por estados, São Paulo concentrava 51% da área, seguido por Rio Grande do Sul (14%), Paraná (12%) e Minas Gerais (9%).
Contratos de locação atípicos representavam cerca de 35% da receita de aluguel. O prazo médio remanescente dos contratos (WAULT) era de 4,5 anos, indicador que mede a duração média dos contratos até o vencimento.
Mais de 76% dos inquilinos tinham classificação de crédito de grau de investimento, com ratings entre AAA (br) e AA (br), ou avaliação equivalente ou superior na escala global. Entre os 14 imóveis da carteira, 13 tinham especificações técnicas enquadradas no padrão A+.
O portfólio possuía áreas para expansão dentro dos próprios terrenos, com potencial estimado de até 15% da ABL atual. Entre os ativos com previsão de expansão estavam Bresco Viracopos, Bresco Simões Filho, Bresco Resende, HUB Natura Itupeva e Natura Murici.
A estratégia seguiu focada em propriedades logísticas próximas aos principais centros consumidores, com participação integral do fundo nos ativos. Os dividendos do BRCO11 referentes a agosto foram pagos aos cotistas elegíveis em 15 de setembro, conforme calendário anterior.
No ciclo mais recente, o pagamento de R$ 0,91 por cota em 15 de outubro de 2026 reflete os resultados de setembro e a base de cotistas de 30 de setembro. A combinação de vacância física de 1,6%, concentração de ativos last mile e contratos com prazos médios de 4,5 anos sustenta a previsibilidade operacional.
A posição geográfica, com 51% da ABL em São Paulo e 23% até 25 quilômetros da capital, reforça a proximidade com polos de consumo e distribuição. O histórico de locações, como a ocupação integral do Bresco Resende, e o pipeline de tratativas no Bresco Canoas mostram evolução na ocupação.
A diversificação de inquilinos com grau de investimento e a predominância de imóveis padrão A+ contribuem para a qualidade do portfólio. O potencial de expansão de até 15% da ABL cria opcionalidade futura dentro dos ativos já detidos.
Para os investidores pessoas físicas que atendem aos critérios legais dos FIIs, a distribuição é isenta de IR. Os rendimentos do BRCO11 são impactados por fatores operacionais como vacância, reajustes contratuais e performance dos inquilinos, além da dinâmica de mercado de galpões logísticos.