B3 (B3SA3) ampliou nesta segunda-feira (17) o acesso dos fundos imobiliários ao mercado a termo. A bolsa passou a disponibilizar 99 novos FIIs para esse tipo de negociação, elevando de 20 para 119 o número de fundos disponíveis na modalidade. A mudança também inclui 65 BDRs não patrocinados.
A ampliação quase sextuplica o total de FIIs ofertados para operações a termo. Entre os fundos que passam a integrar a lista estão BRCO11, GGRC11, GSFI11, IRIM11, KNSC11, MCCI11 e PMLL11. Também foram incluídos BDRs vinculados a Berkshire Hathaway, Coca-Cola, Disney, Goldman Sachs, JPMorgan Chase, Micron Technology, Oracle, Palantir Technologies, Taiwan Semiconductor e Visa.
- 99 novos FIIs entram no mercado a termo, totalizando 119 fundos
- Inclusão de 65 BDRs não patrocinados na modalidade
- Volume a termo supera R$ 12 bilhões em 2026; tíquete médio de R$ 189 mil
- Em 2025, o volume total foi de R$ 22,9 bilhões
- Investidores institucionais respondem por 73% das operações; pessoas físicas, por 17%
- Modalidade prevê preço fixado hoje para liquidação em data futura
A partir desta atualização, mais cotas de FIIs podem ser negociadas no mercado a termo. Nessa modalidade, comprador e vendedor definem o preço do ativo no momento da negociação, e a liquidação ocorre em uma data futura pré-definida. O mecanismo é distinto do mercado à vista, no qual a liquidação financeira acontece dois dias após a negociação.
Segundo a B3, as condições das operações a termo — como preço e prazo — são fixadas no início, e vigem até a liquidação. A ampliação, portanto, não representa a estreia de FIIs nessa modalidade, mas eleva o conjunto de fundos elegíveis de 20 para 119.
A B3 também disponibiliza outras classes de ativos para negociação a termo, como ações, units, BDRs patrocinados e ETFs. Além dos fundos imobiliários e dos BDRs não patrocinados, as opções ampliam o leque de estratégias para os diferentes perfis de investidores.
O que muda para os investidores de fundos imobiliários
Para os investidores de fundos imobiliários, a principal mudança é o aumento do número de fundos negociáveis a termo. Seguem válidas as características próprias dessa modalidade, como a definição antecipada do preço e do prazo para liquidação, e a necessidade de observar regras de garantias e exposição a oscilações de mercado.
A operação a termo tem dinâmica distinta da compra no mercado à vista. No à vista, a liquidação ocorre dois dias depois da negociação. No a termo, o investidor combina preço e vencimento previamente, o que permite adequar horizontes de investimento e estratégias específicas.
A expansão anunciada inclui BDRs não patrocinados de companhias globais. Com isso, investidores passam a ter mais alternativas de exposição a mercados imobiliário e internacional via operações a termo, conforme a disponibilidade de ativos e critérios da bolsa.
Mercado a termo e fundos imobiliários: volumes e perfil
O movimento acontece em um mercado que já somou mais de R$ 12 bilhões em volume acumulado em 2026, segundo a B3. O tíquete médio das operações nesse período é de R$ 189 mil.
Em 2025, o volume total transacionado no mercado a termo alcançou R$ 22,9 bilhões. Os investidores institucionais concentraram 73% dos negócios, enquanto as pessoas físicas representaram cerca de 17% das negociações no período.
O crescimento do escopo de ativos, incluindo FIIs e BDRs não patrocinados, tende a ampliar a base de instrumentos aptos a compor estratégias de gestão, proteção e alavancagem, respeitadas as normas de garantias e o apetite a risco de cada investidor.
Como funciona o mercado a termo para fundos imobiliários
No mercado a termo, comprador e vendedor estabelecem o preço do ativo e a data de liquidação antecipadamente. A modalidade pode integrar diversas estratégias, como proteção de carteira (hedge), posições direcionais, operações de financiamento e gestão de caixa.
Esse tipo de operação pode ser combinado com posições no mercado à vista e com derivativos, como contratos futuros ou opções. A combinação de instrumentos permite montar estruturas com diferentes horizontes e perfis de risco, conforme a finalidade do investidor.
“É uma ferramenta que amplia as possibilidades de planejamento do investidor. O mercado a termo pode ser utilizado tanto para uma visão direcional sobre determinado ativo quanto como parte de estratégias mais sofisticadas de proteção, financiamento ou gestão de caixa”, explica Renato Munhoz, gerente de produtos de Equities da B3.
O executivo reforça que operações a termo envolvem exposição a mercado e exigem garantias. Segundo ele, o investidor deve conhecer o funcionamento do produto e avaliar sua adequação ao próprio perfil antes de operar.
H2: B3 amplia alternativas para fundos imobiliários
Com a inclusão dos 99 novos fundos nesta segunda-feira, o número de FIIs disponíveis para negociação a termo passa de 20 para 119. Para os investidores de fundos imobiliários, a novidade amplia as alternativas de ativos elegíveis, sem alterar a mecânica da modalidade.
“A ampliação do número de ativos disponíveis no mercado a termo da B3 oferece ao investidor mais possibilidades para negociar de acordo com seus objetivos e com o momento de mercado”, afirma Munhoz. “A entrada de novos FIIs e BDRs traz ainda mais alternativas de exposição ao mercado imobiliário e internacional, utilizando uma modalidade que permite combinar diferentes horizontes e estratégias.”