O fundo imobiliário ALZC11 (Alianza Crédito Imobiliário) encerrou março com avanço na exposição a CRIs e distribuição de R$ 0,100 por cota, amparado por resultado extraordinário. O mês foi impulsionado pela liquidação da primeira Nota Comercial estruturada pela gestora, que gerou caixa adicional e reforçou o resultado distribuível. A alocação tática em crédito estruturado permaneceu pontual, preservando o perfil conservador do portfólio.
A operação da Nota Comercial, de perfil distinto dos CRIs tradicionais, oferece crédito de curto prazo a incorporadores em fase inicial de obras, com maior incerteza e retorno potencialmente superior. O impacto foi relevante: aproximadamente R$ 0,0354 por cota vieram da quitação desse instrumento e do efeito do IPCA elevado de fevereiro. Parte desse ganho foi direcionada à reserva para suavizar rendimentos ao longo do ano, ancorando uma política de distribuição estável.
A gestão reiterou que a exposição do ALZC11 a esse tipo de instrumento seguirá contida, mantendo foco central em CRIs indexados à inflação. Essa combinação busca equilibrar risco e retorno, protegendo o investidor em cenários de pressão inflacionária e garantindo previsibilidade de fluxo de caixa. A alocação em fundos imobiliários complementa a carteira com liquidez e diversificação setorial.
ALZC11 reforça posição em CRIs e melhora o carrego
O rebalanceamento de crédito elevou o carrego das operações: a taxa ponderada de aquisição voltou a superar IPCA + 12% ao ano. Entre as movimentações, houve aumento nas posições MLPAR e MARI, enquanto os CRIs Braspark e OPY sofreram redução parcial. Ao fim de março, a participação dos CRIs atingiu cerca de 76,1% da carteira, e os fundos imobiliários responderam por aproximadamente 23% do patrimônio líquido.
O programa de recompra seguiu ativo, com 56 mil cotas recompradas e canceladas ao preço médio de R$ 7,69, o que representou desconto de cerca de 0,9% frente à cota patrimonial. A recompra sinaliza confiança da gestão no valor intrínseco dos ativos e contribui para aumento do resultado por cota no longo prazo.
Reservas robustas e perspectivas para 2026
Ao final de março, o ALZC11 acumulou reserva de aproximadamente R$ 0,1607 por cota, reforçando a resiliência da carteira. A gestora manteve o guidance de distribuição recorrente entre R$ 0,09 e R$ 0,10 por cota no primeiro semestre de 2026, sustentado por carrego elevado e gestão ativa de caixa.
As projeções para o IPCA de 2026 seguem pressionadas por tensões geopolíticas e alta do petróleo, fatores que alimentam incertezas macroeconômicas. Mesmo assim, o portfólio permanece bem posicionado, com concentração em CRIs atrelados ao IPCA, que oferecem hedge natural contra inflação. Em síntese, a combinação de reservas, carrego acima de IPCA + 12% e disciplina alocativa sustenta a tese do fundo e apoia a continuidade das distribuições aos cotistas.