O Fiagro de Investimentos Imobiliários do Agronegócio VGIA11 anunciou a distribuição de R$ 0,13 por cota referente à competência de abril de 2026, com pagamento em 20 de maio. O montante sinaliza uma redução frente ao mês anterior, mas mantém a regularidade do fluxo de proventos do fundo, isentos de IR para pessoas físicas, conforme a legislação aplicável aos Fiagros. Com base na cotação de fechamento de abril (R$ 9,83), o yield mensal estimado é de 1,32%.
Composição e alocação do portfólio seguem ancoradas em ativos de crédito do agronegócio, com destaque para CRAs. O último relatório gerencial apontou 76,6% do patrimônio líquido distribuído em 30 ativos ao fim de março, totalizando R$ 785 milhões investidos, enquanto o restante permaneceu em caixa para aproveitar oportunidades táticas. Nessa fotografia, os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somavam 56,0% do PL.
A gestão reportou reserva acumulada de R$ 4,9 milhões, equivalente a R$ 0,05 por cota, além de potencial de distribuição de R$ 14,1 milhões, cerca de R$ 0,13 por cota, atrelado à diferença de marcação dos CRA Languiru. Esse colchão indica capacidade de suavizar oscilações de provento ao longo dos próximos ciclos.
Distribuição setorial e geográfica reforça a diversificação. Debêntures respondiam por 23,4% da carteira, fundos por 12,0%, CPR-F por 5,2% e caixa por 3,4%. Por segmento, distribuidoras lideravam com 35,4%, seguidas por cooperativas (34,1%), produtores rurais (24,5%) e indústria (6,1%). A exposição cobria 25 estados brasileiros, reduzindo riscos regionais.
A carteira do fundo VGIA11 apresentava predominância de ativos indexados ao CDI, somando 91,0% do portfólio, enquanto 9,0% estavam em instrumentos prefixados. Essa configuração busca proteção contra variações da taxa básica de juros e dá previsibilidade ao carrego. O posicionamento reforça a capacidade de geração de renda mesmo em cenários de oscilação de juros.
O Fiagro VGIA11 encerrou março com 172.174 cotistas, equivalente a 29,4% do total de investidores de Fiagros listados. O número evidencia a relevância do fundo no universo de crédito do agronegócio e sustenta a liquidez secundária. Apesar da redução pontual, o atual provento de R$ 0,13 reforça o compromisso de distribuição e a resiliência da tese.