O CPTS11 fechou março com resultado de R$ 35,363 milhões, avanço de 11,14% frente a fevereiro. A estratégia segue ancorada na diversificação entre CRIs e cotas de FIIs, com distribuição de dividendos equivalente a 109,4% do CDI. A cota terminou o mês a R$ 7,98, negociando com desconto de 11,5% sobre o valor patrimonial de R$ 9,01, o que reforça a tese de assimetria de preços frente à qualidade dos ativos.
No mês, a receita somou R$ 45,764 milhões e as despesas foram de R$ 10,401 milhões. O resultado retido acumulado atingiu R$ 5,876 milhões, o que representa R$ 0,016 por cota. Os dividendos de R$ 0,090 por cota foram pagos em 20 de abril, mantendo o histórico de repasses consistentes.
Os indicadores mostram rentabilidade a mercado de -0,27% e patrimonial de -0,83%, com desempenho superior ao IFIX, que recuou 1,06% no período. O IMA-B avançou 0,17%, refletindo a dinâmica dos indexados à inflação. A estratégia do fundo prioriza resiliência de fluxo e gestão ativa para capturar oportunidades táticas.
A carteira de recebíveis sentiu a abertura da curva de juros, com elevação na marcação a mercado de ativos atrelados ao IPCA: a taxa média passou de IPCA + 8,29% para IPCA + 8,64%. Esse movimento pressionou cotações no curto prazo, mas ampliou o carrego real esperado. Entre as classes, os CRIs respondem por 23% dos ativos, distribuídos em 17 operações.
Composição setorial dos CRIs: shopping centers (42,4%), renda urbana (40,1%) e lajes corporativas (17,5%). Toda a exposição em CRIs está indexada ao IPCA, com taxa média de IPCA + 8,64%, sem posições atreladas ao CDI nessa fatia. A predominância de papéis indexados à inflação reforça o hedge contra choques inflacionários.
A carteira de FIIs representa 63,4% dos ativos, com 88 fundos: 81,4% em “tijolo” e 18,6% em “papel”. A alocação por segmento inclui shoppings (23%), logística (22,7%), lajes corporativas (15,5%), renda urbana (9,9%), agronegócio (6,1%) e participações menores em híbridos, residencial e FOFs. As operações de carrego somam 7% da carteira, remuneradas a CDI + 1% ao ano.
Em síntese, o CPTS11 combina gestão ativa, diversificação e renda indexada ao IPCA para equilibrar risco e retorno, mantendo distribuição robusta e desempenho relativo acima do IFIX, mesmo em ambiente de juros voláteis.