O fundo imobiliário VISC11 reportou lucro de R$ 20,584 milhões em março de 2024, equivalente a R$ 0,71 por cota, enquanto distribuiu R$ 0,84 por cota, acima do resultado contábil. A gestão sinaliza previsibilidade ao reafirmar a faixa de proventos projetada até 2026, sustentada por reservas e desempenho operacional consistente.
As receitas operacionais dos shoppings do portfólio somaram R$ 26,387 milhões, o que representa R$ 0,92 por cota. Além disso, o VISC11 mantém robusta reserva de resultados acumulados não distribuídos de R$ 31,304 milhões (R$ 1,09 por cota). Considerando os valores retidos no Shopping Paralela FII, de R$ 11,018 milhões (R$ 0,38 por cota), o montante consolidado alcança R$ 1,47 por cota, oferecendo colchão para manter a política de distribuição.
A gestão projeta manter os rendimentos do VISC11 entre R$ 0,84 e R$ 0,90 por cota até dezembro de 2026. Essa faixa sugere estabilidade e disciplina financeira, mesmo em cenários de oscilação nas métricas de curto prazo, reforçando o perfil de renda do fundo.
Indicadores operacionais do portfólio mostram dinâmica mista. O NOI caixa por metro quadrado avançou 7,2%, enquanto as vendas por metro quadrado ficaram estáveis ano contra ano. Nos indicadores de mesmas lojas, as vendas (SSS) recuaram 0,5%, ao passo que os aluguéis (SSR) cresceram 4,6%, refletindo reajustes e maturação contratual. Os níveis de desconto e inadimplência líquida ficaram em 1,8% e -3,3%, respectivamente, com a inadimplência negativa explicada pela recuperação de atrasos, em parte pelo aluguel em dobro de dezembro.
A taxa de ocupação do fundo imobiliário VISC11 atingiu 94,8% ao final de fevereiro, evidenciando bom aproveitamento dos espaços e resiliência do portfólio. Esse patamar favorece a manutenção da receita e a previsibilidade dos fluxos de caixa.
Aquisições também reforçam a estratégia. O fundo concluiu a compra de 10% do BH Shopping, em Belo Horizonte, por R$ 285 milhões, com pagamento escalonado. Foram quitados R$ 138,8 milhões à vista em 27 de março, data da posse do ativo, e o saldo será liquidado em parcelas de R$ 69,4 milhões em até 12 e 18 meses, além de R$ 7,5 milhões em até 24 meses após a inauguração da Expansão VI, prevista para junho de 2026, todos corrigidos pelo IPCA.
Como próximo passo, a integração do ativo e a evolução da expansão devem sustentar ganhos de escala e qualidade do portfólio do VISC11, amparando a manutenção da faixa de distribuição projetada.