O fundo imobiliário SNME11 fechou fevereiro com retorno patrimonial de 1,17%, desempenho alinhado aos principais indicadores do mercado e em linha com a estratégia do veículo. No secundário, a cota recuou 1,03% no mês; somada a distribuição de R$ 0,10 por cota, o retorno total ficou próximo de zero, refletindo estabilidade no curto prazo.
No fim de fevereiro, o preço de mercado foi de R$ 9,62, ligeiramente acima do patrimônio líquido por cota de R$ 9,59, sinalizando negociação próxima ao valor justo. A liquidez permaneceu estável, com volume médio diário de cerca de R$ 415 mil, assegurando condições adequadas para entrada e saída de investidores.
Desempenho X benchmarks
O SNME11 mostrou performance em linha com o IFIX (+1,32%) e o IPCA + Yield do IMA-B (+1,24%) no mês. Desde setembro de 2023, acumula alfa positivo de 15,61% sobre o IFIX e 5,89% sobre o índice atrelado à inflação, sustentado por boa execução e disciplina de alocação.
A carteira de fundos imobiliários foi o principal driver do período, acompanhando a valorização do setor de FIIs. A alocação em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) também contribuiu positivamente, reforçando a estratégia de múltiplas frentes do portfólio e a resiliência dos fluxos.
O fundo apurou resultado de R$ 656 mil em fevereiro, com resultado distribuível de R$ 0,0884 por cota. A distribuição de R$ 0,10 por cota superou o distribuível, diferença coberta pela reserva acumulada. Ao final do mês, a reserva por cota somava aproximadamente R$ 0,0397, oferecendo flexibilidade para manutenção das distribuições.
SNME11 amplia exposição a crédito imobiliário
Em fevereiro, o fundo elevou a posição no FII CXCO11 e direcionou cerca de R$ 10 milhões a uma operação estruturada via FII Alianza Renda Mais, com foco em crédito diversificado. A carteira subjacente reúne 18 operações, com remuneração média projetada de IPCA + 12,86% ao ano e subordinação de 24%, priorizando a cota sênior; o fundo investe na cota subordinada.
O investimento mira uma Taxa Interna de Retorno projetada de aproximadamente 18% ao ano, condizente com o maior risco assumido. Segundo a gestão, o momento para crédito é favorável, com spreads acima da média histórica e potencial de compressão de juros, o que pode destravar ganhos de capital. A incorporação do SNFF11 deve elevar o patrimônio para pelo menos R$ 420 milhões, ampliando a capacidade de alocação e abrindo novas oportunidades.