O XPCM11 (XP Corporate Macaé) anunciou a assinatura de um aditivo contratual para locação de 194,72 m² no 6º pavimento do edifício The Corporate Macaé, com vigência de 60 meses a partir de 3 de março de 2026. O acordo, divulgado em fato relevante pela administradora Oslo Capital e pela gestora Urca Gestão de Recursos, envolve uma empresa do setor de serviços, consultoria e locação de mão de obra. A operação contribui para reduzir a vacância física do portfólio, de 52% para aproximadamente 51%, segundo o comunicado oficial.
A estrutura do contrato prevê início com período de carência e escalonamento de aluguéis, alinhando a ocupação do espaço a um cronograma financeiro progressivo. Entre os principais pontos, destacam-se a área contratada no 6º pavimento, o prazo de 60 meses e a atuação setorial da locatária, todos fatores relevantes para a previsibilidade da receita do fundo imobiliário ao longo do tempo.
Projeções de receita e impacto no fluxo de caixa
No documento, a administração apresentou projeção de receita bruta acumulada de R$ 0,153626 por cota ao longo do contrato, considerando o número atual de cotas do fundo. Após a carência, a receita mensal estimada é de R$ 0,003629 por cota até o 12º mês; entre o 13º e o 27º mês, a projeção sobe para R$ 0,030241; a partir do 28º mês, atinge R$ 0,119756 por cota. Esses valores não incluem correção inflacionária nem eventuais economias com despesas condominiais.
A redução de vacância de 52% para 51% é positiva, mas ainda sinaliza capacidade ociosa relevante no ativo. Em um mercado regional com dinâmica atrelada à cadeia de petróleo e gás de Macaé, a absorção de espaços tende a depender do ciclo econômico local, o que explica a cautela na projeção de resultados e no ritmo de ocupação.
A Oslo Capital e a Urca Gestão de Recursos seguem com a comercialização das áreas remanescentes, buscando alongar prazos, diversificar inquilinos e reduzir riscos de concentração. A administração ressalta que as projeções não configuram garantia de rentabilidade e que o fundo pode reter até 5% dos lucros semestrais, conforme a regulação vigente, para preservar caixa e estabilidade de distribuição.
Para o cotista, o novo contrato sinaliza avanço incremental na geração de renda do XPCM11, ainda que modesto. O monitoramento da vacância, do cronograma de escalonamento e da demanda corporativa em Macaé será determinante para o desempenho futuro do fundo imobiliário.