O fiagro SNFZ11 encerrou 2025 consolidando a distribuição mensal de R$ 0,10 por cota, confirmando uma capacidade estrutural de geração de resultados. Gerido pela Suno Asset, o fundo apurou dividend yield de 12,5% no período e fechou o ano com patrimônio líquido próximo de R$ 120 milhões. A estratégia combinou renda previsível com disciplina na alocação, reforçando a atratividade para o investidor de renda.
Segundo João Vítor Franzin, da Suno Asset, o patamar de R$ 0,10 deixou de ser pontual e passou a refletir a nova estrutura operacional do fundo. O avanço foi sustentado pelo maior resultado histórico no terceiro trimestre, com R$ 0,089 por cota em julho, somado ao uso responsável de reservas acumuladas para suavizar a distribuição.
Antes desse redesenho, a faixa de distribuição girava entre R$ 0,06 e R$ 0,065 por cota. A virada veio após a aquisição de duas fazendas via seller finance, que elevou a capacidade de geração de resultado por meio de renda de terras e condições de financiamento favoráveis. Essa mudança ancorou a previsibilidade de caixa e ampliou o potencial de remuneração do cotista.
Principais marcos de 2025 incluíram a distribuição estável de R$ 0,10, dividend yield de 12,5% sobre a cotação de mercado, o recorde de R$ 0,089 no 3T25, o follow-on concluído no quarto trimestre e a alocação no CRA Jequitibá, operado pelo mesmo parceiro das fazendas. Cada pilar contribuiu para consolidar o ciclo de crescimento e reforçar a confiança no portfólio.
Estruturalmente, o SNFZ11 terminou 2025 com cerca de R$ 90 milhões em fazendas e R$ 81 milhões em CRA, incluindo parcelas a pagar referentes às aquisições das fazendas Chavante e Triângulo. Parte dos recursos do follow-on foi direcionada ao CRA Jequitibá, fortalecendo a sinergia entre terras e crédito. Essa abordagem entrega rendimento competitivo no curto prazo e potencial de valorização no longo, além de diversificar o risco.
O gestor ressaltou que a oscilação do dividend yield acompanha a variação de preço da cota em bolsa: quando a cota sobe, o yield recua, mas o rendimento distribuído permanece estável. Assim, o desenho atual sustenta um perfil de baixa volatilidade e yield anualizado entre 12% e 13%, alinhado à estratégia de alocação híbrida em terras e CRAs.
Para 2026, o SNFZ11 inicia em posição mais robusta que no ano anterior, com perspectivas positivas de manutenção do patamar de distribuição. A consolidação dos R$ 0,10 por cota é um marco que reflete a maturidade do portfólio e o efeito das aquisições e do crédito rural sob gestão.