Os fundos imobiliários iniciaram 2026 em ritmo acelerado, com marcos inéditos reportados no Boletim Mensal da B3. Em janeiro, a base alcançou 3,033 milhões de cotistas e o estoque financeiro somou R$ 200 bilhões, consolidando recordes simultâneos de participação de investidores e patrimônio custodiado. O movimento reforça a relevância dos FIIs no portfólio do investidor brasileiro.
A ampliação da base de cotistas é um sinal claro de maturidade do mercado. Em apenas um mês, 70 mil novos investidores ingressaram nesse universo, elevando o número total de participantes e fortalecendo a liquidez do segmento. O interesse do investidor pessoa física segue como vetor central dessa expansão, em linha com a busca por renda passiva e diversificação.
Entre os principais destaques, a B3 reportou avanço na quantidade de fundos listados, que passou de 429 para 434. Esse aumento amplia o leque de estratégias disponíveis, com carteiras que vão de tijolo a papel, além de setores como logística, varejo e multipropriedade. A evolução do número de produtos indica confiança das gestoras e continuidade no desenvolvimento da indústria.
No mercado secundário, o volume negociado em FIIs atingiu R$ 9,7 bilhões em janeiro, frente aos R$ 8,3 bilhões de dezembro. O maior giro de cotas sugere rebalanceamentos de carteiras e novas alocações, em um ambiente de maior atividade. O boletim também apontou avanço no número de negócios, reforçando a profundidade de mercado e a eficiência na formação de preço.
O estoque financeiro de R$ 200 bilhões funciona como termômetro do tamanho efetivo do setor listado. Esse patamar histórico evidencia a confiança dos investidores e a capacidade de captação dos veículos, com impacto positivo sobre liquidez, governança e acesso a novas oportunidades imobiliárias.
A combinação de crescimento da base de cotistas, novos fundos listados e maior patrimônio alocado projeta um ciclo favorável para 2026. Para o total de investidores, os dados de janeiro consolidam a trajetória de alta observada nos últimos anos e reforçam a atratividade do segmento na B3.