O XPLG11 aprovou mudanças estruturais após consulta formal aos cotistas, conforme termo de apuração de 27 de janeiro de 2026. As deliberações, com quórum qualificado, abrangem alterações na administração, prestação de serviços, regulamento e autorizações operacionais do fundo imobiliário. Entre os destaques, estão a troca de administradora, o aumento do capital autorizado para R$ 40 bilhões e a permissão para novas aquisições de ativos ligados a veículos do grupo XP.
A partir de 30 de janeiro de 2026, a XP Investimentos CCTVM assume como administradora, substituindo a antiga instituição. Na mesma data, houve a mudança de custodiante e escriturador, funções que passam para a Oliveira Trust. Essas alterações visam reforçar a governança e aprimorar a infraestrutura de serviços do fundo.
Com a autorização de capital de R$ 40 bilhões, o XPLG11 poderá realizar futuras emissões de cotas dentro desse limite, sem representar o anúncio imediato de oferta. Essa medida amplia a flexibilidade financeira e pode acelerar movimentos de crescimento sob condições de mercado favoráveis. Além disso, foi aprovada a possibilidade de constituição de ônus reais sobre imóveis do fundo, restrita a garantias de obrigações do próprio veículo.
Foram incorporados ajustes regulatórios, incluindo a outorga de procuração à gestora para atos específicos e a atualização da data de corte da distribuição semestral de rendimentos. O regulamento também passou a prever a inexistência de direito de reembolso para cotistas dissidentes nas hipóteses previstas na regulação, além da faculdade de recompra de cotas, sem obrigatoriedade de execução.
Expansão de portfólio e alocação tática de caixa
Os cotistas autorizaram novas aquisições de direitos reais e imóveis vinculados aos fundos XP Log Prime Yield e XP Exeter II, sujeitas às análises da gestão e aos limites regulamentares. Foi aprovada, ainda, a aplicação de recursos de caixa em fundos de renda fixa, ampliando alternativas de liquidez e gestão tática. Essas diretrizes reforçam a estratégia de consolidação e diversificação da carteira.
As mudanças entram em vigor conforme o cronograma do termo de apuração, divulgado via sistema da B3. Em síntese, as aprovações sinalizam confiança na governança, fortalecem a estrutura operacional e ampliam o alcance de investimentos do XPLG11, com potencial de impacto positivo sobre performance e diversificação no longo prazo.