O NLFA11, ETF de letras financeiras da Nu Asset, divulgou seus primeiros resultados desde o lançamento em dezembro de 2024. No fechamento de 2025, o fundo acumulou rentabilidade aproximada de 0,38%, acompanhando o Índice de Letras Financeiras da Anbima (ILFA), que serve como benchmark. O produto busca oferecer exposição eficiente ao crédito bancário de alta qualidade, com liquidez de negociação em bolsa e estrutura tributária simplificada.
A composição do NLFA11 replica um índice de Letras Financeiras seniores emitidas por grandes bancos brasileiros, priorizando papéis high grade. A duration média de 2,2 anos contribui para menor volatilidade em relação a estratégias de crédito privado de prazo mais longo. Além disso, a precificação a mercado tende a apresentar menor oscilação relativa, refletindo a robustez da carteira e os critérios do ILFA.
Principais características incluem emissões de Bradesco, Banco do Brasil, Santander, Itaú, BTG Pactual, XP, Safra e Votorantim; duration média de 2,2 anos; e precificação transparente. Há ainda eficiência tributária: isenção de come-cotas e IOF, com tributação fixa de 15% sobre o ganho de capital, independentemente do prazo. Esses elementos reforçam a proposta do ETF para diferentes perfis de horizonte.
A estrutura tributária é um diferencial em relação a fundos tradicionais referenciados em DI. Ao não sofrer come-cotas semestral e IOF, o produto preserva a rentabilidade ao longo do tempo. A alíquota única de 15% sobre ganhos aproxima a lógica do ETF das práticas de renda fixa listada, o que pode resultar em maior eficiência líquida.
Desempenho e estratégia do ETF NLFA11
O início de operação confirma a tese da Nu Asset de ampliar o acesso ao crédito bancário com liquidez diária. O ETF segue critérios objetivos do ILFA, que exige rating, prazos e volumes mínimos, favorecendo representatividade no mercado secundário. Esse desenho combina segurança de crédito de instituições financeiras e praticidade de um veículo listado.
“O diferencial do NLFA11 está em seguir um índice criado para ser referência na precificação de ativos de crédito privado no Brasil, unindo segurança, liquidez e eficiência tributária”, afirma Andrés Kikuchi, diretor de investimentos da Nu Asset. A abordagem orientada por dados e governança do índice dá previsibilidade à alocação, reduzindo riscos idiossincráticos.
A Nu Asset administra cerca de R$ 6,4 bilhões em 26 fundos, com base superior a 1,4 milhão de cotistas. Entre os destaques, o NDIV11 foi o primeiro ETF da B3 com distribuição de dividendos; os smart betas LVOL11 e HIGH11 oferecem exposições de baixa volatilidade e dividend yield. No exterior, a gestora lançou ETFs de crédito privado global com hedge cambial, como HGBR11 e HYBR11, e o NBIT11, primeiro ETF de Bitcoin via futuros na B3. O NLFA11 consolida a estratégia de atuar em nichos com soluções líquidas, transparentes e escaláveis.