O fundo imobiliário VINO11 confirmou a manutenção dos dividendos de dezembro em R$ 0,05 por cota, marcando o sexto mês consecutivo sem mudanças na distribuição. A data-base é 30 de dezembro de 2025 e o pagamento ocorrerá em 15 de janeiro de 2025, preservando a previsibilidade ao cotista. O provento segue isento de imposto de renda para pessoas físicas, conforme a legislação vigente.
Com base no fechamento de dezembro, a R$ 5,15, o yield mensal do VINO11 ficou em 0,97%, sinalizando estabilidade no retorno corrente. Em termos anualizados, o rendimento estimado é de 12,29%, dentro do intervalo observado ao longo do semestre. A média de distribuição dos últimos 24 meses, de R$ 0,052 por cota, permanece ligeiramente acima do patamar atual, indicando trajetória consistente.
A gestão reiterou que o montante distribuído está alinhado ao guidance divulgado para 2025, que prevê pagamentos entre R$ 0,045 e R$ 0,055 por cota. Esse intervalo confere margem para absorver oscilações operacionais sem comprometer a política de rendimentos. A comunicação reforça transparência e disciplina na execução da estratégia.
As projeções do fundo consideram exclusivamente resultados operacionais recorrentes, sem incluir ganhos extraordinários, vendas de ativos ou receitas não recorrentes. Essa abordagem ressalta o foco na qualidade dos contratos e na resiliência do portfólio. Entre os riscos monitorados estão vacância, inadimplência e eventuais transações que possam alterar o fluxo.
Dados de novembro mostram 137.001 cotistas, valor de mercado de R$ 434,8 milhões e liquidez média diária em torno de R$ 500 mil, com giro mensal de 3,0% das cotas. O patrimônio líquido somou R$ 832,9 milhões, com participações imobiliárias de R$ 1,173 bilhão e aplicações financeiras de R$ 32,5 milhões. As obrigações líquidas totalizaram R$ 355,4 milhões, equivalentes a 30,2% dos ativos, com R$ 22,6 milhões vencendo em até 12 meses.
Composição e prazos reforçam a tese do VINO11. O portfólio reúne nove imóveis, acima de 75 mil m² de ABL própria, e WAULT de 6,5 anos. Cerca de 14% das receitas vencem até 2026 e 86% a partir de 2027, o que favorece a previsibilidade de caixa e a manutenção de proventos. A estabilidade das distribuições reflete a estratégia conservadora e o foco em resultados recorrentes.