O Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) fechou o pregão desta terça-feira (3) em 3.524,86 pontos, queda de 3,34% ante a sessão anterior. A perda foi de 121,76 pontos em relação ao fechamento de 3.646,62 pontos, aproximando o índice da mínima de 52 semanas.
O dia começou com o IFIX a 3.646,58 pontos, também a máxima intradiária, e manteve trajetória de baixa ao longo das negociações. A mínima do dia foi de 3.522,28 pontos, apenas 2,58 pontos abaixo do encerramento, confirmando o menor patamar dos últimos 12 meses.
- Fechamento: 3.524,86 pontos (-3,34%)
- Abertura/máxima: 3.646,58 pontos
- Mínima intradiária: 3.522,28 pontos
- Ponto anterior: 3.646,62 pontos
- Sessão com desvalorizações generalizadas entre os principais fundos imobiliários
- Maiores volumes: MXRF11 (Maxi Renda), GGRC11 (Zagros Renda Imobiliária), CYCR11 (Cyrela Crédito), SNEL11 (Suno Energias Limpas) e VGHF11 (Valora Hedge)
- Maiores altas: CACR11 (Cartesia Recebíveis Imobiliários), JSCR11 (JS Recebíveis Imobiliários) e AIEC11 (Arch Edifícios Corporativos)
- Maiores quedas: TGAR11 (TG Ativo Real), GZIT11 (Gazit Malls), VGHF11 (Valora Hedge) e VINO11 (Vinci Offices)
Desempenho do IFIX e variações intradiárias
O comportamento do IFIX no pregão foi de queda contínua após a abertura no nível mais alto do dia. A oscilação entre a máxima de 3.646,58 pontos e a mínima de 3.522,28 pontos refletiu pressão vendedora ao longo da sessão.
O fechamento a 3.524,86 pontos colocou o índice muito próximo do piso de 52 semanas, equivalente ao menor nível observado em 12 meses. A proximidade entre a mínima registrada e o preço de encerramento indica baixa sustentada no fim do pregão.
Na comparação com o último fechamento, a variação negativa de 121,76 pontos mostrou um ajuste concentrado nas cotas com maior participação e liquidez. O movimento foi disseminado entre diferentes segmentos de FIIs, incluindo recebíveis, lajes corporativas, varejo e estratégias multiestratégia.
MXRF11 lidera negócios
Entre os mais negociados do dia, o MXRF11 (Maxi Renda) movimentou 6,36 milhões de cotas e recuou 3,7% na sessão. Na sequência, o GGRC11 (Zagros Renda Imobiliária) registrou 2,07 milhões de cotas e queda de 3,07%.
O CYCR11 (Cyrela Crédito) figurou entre os ativos com maior volume, somando 1,34 milhão de cotas negociadas e retração de 2,02% no pregão. O SNEL11 (Suno Energias Limpas) moveu 1,25 milhão de cotas, com baixa de 2,89% na sessão.
O VGHF11 (Valora Hedge) também esteve entre os destaques de liquidez, com 1,2 milhão de cotas transacionadas e desvalorização de 10,74% no dia. O desempenho refletiu a pressão vendedora verificada no segmento de fundos de estratégia multimercado.
No campo positivo, o CACR11 (Cartesia Recebíveis Imobiliários) liderou as altas, com avanço de 2% e preço de fechamento a R$ 12,74, alta de R$ 0,25 por cota. O JSCR11 (JS Recebíveis Imobiliários) subiu 1,69%, uma valorização de R$ 0,12 por cota, encerrando a R$ 7,23.
O AIEC11 (Arch Edifícios Corporativos) foi o terceiro maior ganho do dia, com elevação de 0,69%. As cotas fecharam a R$ 66,07, em incremento de R$ 0,45 por cota. As altas concentraram-se em papéis de menor peso relativo no índice.
Entre as quedas, o TGAR11 (TG Ativo Real) liderou as perdas, com recuo de 16,06% e fechamento a R$ 33,46, o que representou queda de R$ 6,40 por cota. O GZIT11 (Gazit Malls) caiu 11,93%, para R$ 30,34, com variação negativa de R$ 4,11 por cota.
O VGHF11 registrou a terceira maior baixa do pregão, com retração de 10,74% e encerramento a R$ 4,24, uma redução de R$ 0,51 por cota. O VINO11 (Vinci Offices) recuou 7,43%, fechando a R$ 3,79, em queda de R$ 0,30 por cota.
Os desempenhos individuais acima compuseram o movimento agregado do índice no dia, com impacto relevante dos ativos de maior liquidez e participação. Não houve indicação de fatores específicos setoriais no comunicado analisado; o pregão foi marcado por desvalorizações disseminadas.