O fundo imobiliário JSRE11 encerrou agosto de 2026 com resultado de R$ 10,93 milhões, equivalente a R$ 0,53 por cota, conforme relatório gerencial. Para o mesmo mês, o FII manteve os dividendos em R$ 0,50 por cota, mesmo patamar de julho.
No acumulado de janeiro a agosto, o resultado somou R$ 84,83 milhões, ou R$ 4,08 por cota. As receitas foram puxadas pela operação imobiliária e por rendimentos financeiros, enquanto as despesas totalizaram R$ 2,55 milhões no mês.
Você aprende sobre ações, FIIs, renda fixa e valuation. Mas quem ensina você a lidar com o próprio comportamento? A Suno liberou pela primeira vez três e-books sobre esse tema. Acesse gratuitamente clicando aqui.
- Resultado de agosto: R$ 10,93 milhões (R$ 0,53/cota)
- Resultado jan-ago: R$ 84,83 milhões (R$ 4,08/cota)
- Receita operacional: R$ 9,68 milhões em receita imobiliária
- Receitas adicionais: R$ 2,90 milhões de cotas subordinadas e R$ 851,1 mil de títulos públicos
- Despesas do mês: R$ 2,55 milhões
- Distribuição de agosto: R$ 0,50/cota (R$ 10,38 milhões)
- Acumulado de distribuições jan-ago: R$ 80,58 milhões (R$ 3,88/cota)
- Reserva após agosto: R$ 0,72/cota
- Projeção de distribuição: entre R$ 0,50 e R$ 0,53 por cota
JSRE11: resultados de agosto e distribuição de rendimentos
A principal fonte do resultado mensal veio da receita imobiliária, que alcançou R$ 9,68 milhões em agosto. O fundo também registrou R$ 2,90 milhões de rendimentos com cotas subordinadas e R$ 851,1 mil em receitas com títulos públicos.
Do lado das despesas, o total foi de R$ 2,55 milhões no período. A combinação entre receitas recorrentes dos imóveis e ganhos financeiros sustentou o resultado caixa divulgado para o mês.
A distribuição de agosto permaneceu em R$ 0,50 por cota, repetindo o valor de julho. O total destinado aos cotistas foi de R$ 10,38 milhões.
No acumulado de janeiro a agosto de 2026, o FII distribuiu R$ 80,58 milhões, o que corresponde a R$ 3,88 por cota. Após o pagamento do mês, a reserva de resultados ficou em R$ 0,72 por cota.
Para os próximos meses, a administração projeta distribuição entre R$ 0,50 e R$ 0,53 por cota. A faixa sugerida reflete o desempenho operacional atual e as entradas financeiras previstas, sem indicar garantia de retorno.
JSRE11: vacância, renovações e novas ocupações
No portfólio de escritórios, agosto foi marcado por expansões de inquilinos, revisões de aluguel e avanço em negociações de áreas disponíveis. A vacância (percentual de área desocupada sobre a área bruta locável) foi beneficiada por movimentos de ocupação em ativos-chave.
No WT Morumbi, a Stellantis passou a ocupar também o 13º andar. Com a ampliação, a vacância do empreendimento recuou de 18,3% para 14,5%. No WTNU III, foi concluído o retrofit da recepção, etapa que moderniza áreas comuns e pode apoiar a comercialização.
O fundo deu continuidade às revisionais de aluguel nos edifícios WTNU I e WTNU II, com o objetivo de aproximar os contratos aos níveis de mercado. No WTNU I, a negociação com a Wish S.A. foi concluída.
No Tower Bridge, a Salesforce ampliou sua ocupação e passou a utilizar o 16º andar. O Fleury renovou por dez anos seu contrato no empreendimento. A única área que permanecia vaga estava em fase final de elaboração de minuta.
No Rochaverá, o Fleury também prorrogou por dez anos os contratos da loja e dos 2º e 9º andares. Um conjunto desocupado seguia em fase final de negociação ao término do mês.
No Edifício Paulista, o 14º andar teve a locação renovada com a Regus, com ganho real de aproximadamente 60% sobre o aluguel anterior. Após a saída da P1, houve rearranjos nos 7º, 8º e 9º andares.
A Petrobras permaneceu no prédio, enquanto a Regus assumiu diretamente a operação desses espaços. O novo arranjo proporcionou ganho real de 35% em relação ao aluguel pago anteriormente pela P1 e preservou a ocupação integral do Edifício Paulista.
Ao final de agosto, a carteira consolidada do fundo somava cerca de 200 mil m² de ABL, com vacância física e financeira de 3,9%. Excluindo os imóveis detidos indiretamente via JS Renda Imobiliária, a taxa era de 2,4%.
A carteira segue concentrada em escritórios corporativos, com maior presença na cidade de São Paulo. O portfólio reunia 115 inquilinos e o prazo médio ponderado dos contratos (WALE) estava em 3,3 anos, indicador que mede a duração média dos contratos com base nas respectivas receitas.