O Fiagro BTRA11 (BTRA11) anunciou o pagamento de proventos no valor de R$ 1,00 por cota, referentes ao mês de agosto de 2026. O crédito ocorrerá em 30 de setembro aos investidores com posição no encerramento do pregão de 23 de setembro, data de corte que define quem tem direito à distribuição.
A partir do pregão seguinte à data de corte, as cotas passam a ser negociadas “ex”, ou seja, sem direito ao provento anunciado. Segundo a gestão, os valores são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que observadas as condições previstas na legislação dos Fiagros. Os cotistas elegíveis receberão o crédito automaticamente, sem necessidade de ação adicional. Na base do anúncio, o pagamento implica um dividend yield anualizado de 17%.
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- Valor do provento: R$ 1,00 por cota, referente a agosto de 2026.
- Data de corte: 23/09; pagamento em 30/09; cotas ex a partir de 24/09.
- Yield anualizado informado: 17% com base no provento atual.
- Tributação: possibilidade de isenção de IR para pessoas físicas, conforme lei dos Fiagros.
- Crédito automático aos cotistas elegíveis.
- Resultado de agosto: R$ 1,68 milhão (R$ 0,50/cota); receitas de R$ 2,35 milhões e despesas de R$ 670 mil.
- Resultado acumulado (jan-ago): R$ 13,48 milhões (R$ 4,04/cota); últimos 12 meses: R$ 32,34 milhões (R$ 9,61/cota).
- Histórico de distribuição: R$ 0,90/cota de jan-jun; R$ 1,00/cota em jul e ago; nos últimos 12 meses, R$ 9,40/cota em proventos.
- Caixa após a distribuição de agosto: R$ 11,6 milhões (R$ 3,49/cota); reserva total indicada: R$ 12,77/cota.
- Carteira: seis ativos; 9.584 hectares; retomada da posse da Fazenda JR concluída; investimento de R$ 85 milhões em fazendas de café em MG (937 ha).
A gestão informou que os dividendos do BTRA11 são lastreados no desempenho operacional e nas movimentações recentes da carteira, que incluem a conclusão de retomadas possessórias e aquisições de propriedades agrícolas. O comunicado enfatizou o calendário do pagamento e as regras de elegibilidade, sem alterações nas condições de distribuição anunciadas.
Resultados e caixa após os dividendos do BTRA11
As informações financeiras de agosto indicam resultado líquido de R$ 1,68 milhão, equivalente a R$ 0,50 por cota. As receitas somaram R$ 2,35 milhões no período, enquanto as despesas totalizaram R$ 670 mil, conforme relatório mensal.
No acumulado de janeiro a agosto, o fundo reportou R$ 13,48 milhões em resultado, ou R$ 4,04 por cota. Em 12 meses, o montante chegou a R$ 32,34 milhões, equivalente a R$ 9,61 por cota, refletindo a performance operacional e a gestão de ativos no período.
A distribuição mensal permaneceu em R$ 0,90 por cota entre janeiro e junho e passou para R$ 1,00 por cota em julho e agosto. Nos 12 meses encerrados em agosto, os rendimentos do BTRA11 somaram R$ 9,40 por cota, segundo a série histórica divulgada pela gestão.
Após considerar a distribuição referente a agosto, o fundo informou permanência de R$ 11,6 milhões em caixa, aproximadamente R$ 3,49 por cota. Os recursos derivam de vendas de fazendas já concluídas e de resultado operacional ainda disponível para distribuição. A reserva total indicada no relatório é de R$ 12,77 por cota, patamar que inclui os saldos para eventuais futuras distribuições, conforme a política do fundo.
Carteira e retomadas após os dividendos do BTRA11
Em agosto, a gestão concluiu a retomada da posse da Fazenda JR, localizada em Campo Verde (MT), após decisões judiciais que confirmaram o direito de propriedade do fundo. A propriedade possui 1.673 hectares, dos quais 1.493 hectares são agricultáveis, conforme laudos técnicos.
Com a retomada concluída, a administração avalia alternativas de monetização do ativo, incluindo venda ou arrendamento, e já mantém conversas com potenciais interessados. A regularização da Fazenda JR encerrou a agenda de retomadas possessórias da carteira, que também envolveu os imóveis Vianmacel, Colibri e Três Irmãos.
Na Fazenda Colibri, a última pendência havia sido resolvida em junho. O imóvel permanece produtivo e arrendado a um novo parceiro, segundo atualização operacional da gestora. Essas movimentações integram o processo de estabilização de ativos e geração de caixa recorrente por meio de arrendamentos ou desinvestimentos seletivos.
No segmento de café, o fundo reportou investimento de R$ 85 milhões, em junho, para aquisição de fazendas em Minas Gerais que somam 937 hectares. Esse movimento ampliou a diversificação geográfica e por cultura na carteira, que, ao fim de agosto, reunia seis ativos e uma área total de 9.584 hectares.
O novo pagamento de R$ 1,00 por cota permanece agendado para 30 de setembro, de acordo com o calendário divulgado. As cotas serão negociadas sem direito ao provento a partir do pregão imediatamente posterior ao fechamento de 23 de setembro, mantendo o procedimento padrão do mercado para a data “ex”.