O fundo imobiliário MXRF11 (MXRF11) anunciou que pagará dividendos do MXRF11 de R$ 0,10 por cota em 14 de agosto de 2026. Terão direito ao provento os cotistas posicionados até o encerramento do pregão de 31 de julho, data-base da distribuição. O valor repete o patamar praticado desde maio.
Ao preço de fechamento de julho, de R$ 9,58 por cota, o pagamento equivale a um Dividend Yield mensal de 1,04%. Para pessoas físicas enquadradas na legislação vigente, o provento é isento de Imposto de Renda na fonte.
- Valor: R$ 0,10 por cota
- Pagamento: 14/08/2026
- Data-base: 31/07
- Preço de referência: R$ 9,58 (fechamento de julho)
- Dividend Yield mensal: 1,04%
- Isenção de IR para pessoa física conforme legislação
Os proventos anunciados se baseiam nos resultados de julho, ainda não divulgados. No relatório gerencial de maio — o último publicado — o fundo apurou, no regime de caixa, R$ 0,1012 por cota, somando R$ 46,57 milhões. O book de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), títulos lastreados em créditos do setor imobiliário, respondeu por R$ 41,57 milhões do total. O portfólio de fundos imobiliários contribuiu com R$ 5,61 milhões, e as permutas financeiras, com R$ 1,60 milhão.
O fundo mantinha, ainda em maio, uma reserva de correção monetária de R$ 21,83 milhões, equivalente a R$ 0,047 por cota. Naquele período, a distribuição também foi de R$ 0,10 por cota, paga em 15 de junho de 2026, com base em uma cotação de R$ 9,98. Essa remuneração representou 88,88% do CDI líquido de impostos, ou 104,56% quando considerado o gross-up de 15%, que ajusta a comparação para a base bruta.
No fechamento do período, a carteira do fundo estava distribuída entre CRIs (73,3%), fundos imobiliários (14,5%), permutas financeiras (8,9%) e caixa (3,3%). A alocação em fundos somava R$ 613,49 milhões, com destaque para as posições em LPLP11, que representava 21,53% (R$ 132,098 milhões), e em GARE11, com 21,40% (R$ 131,288 milhões).
Por indexador, 78,17% do portfólio estava atrelado a IPCA+ ou INCC+, com taxa média de aquisição de 8,65% ao ano e marcação a mercado (MTM) de 10,16% ao ano. Os ativos referenciados a CDI+ somavam 6,86%. O spread de crédito do book de CRIs e permutas foi de 156 pontos-base, considerando o MTM dos ativos, e o LTV médio — relação entre saldo devedor e valor das garantias — ficou em 56%.
Setorialmente, os CRIs apresentavam maior concentração em imobiliário residencial (31,01%), seguidos por “outros” (26,29%), varejo alimentício (20,20%), varejo (7,73%), properties (6,09%), agronegócio (4,48%) e shoppings (4,21%).
Em maio, houve alienações parciais dos CRIs República do Líbano, FGR, Helbor e VCA, além da venda total dos CRIs Oba BTS Taubaté e Matheus Ilhéus. As operações geraram ganho de capital de R$ 1,6 milhão. No mercado primário, o fundo comprou R$ 30,0 milhões em uma nova tranche do CRI Mitre Michigan. Na carteira de fundos, houve a venda de R$ 4 milhões do MCLO11, com ganho de capital de R$ 400 mil.
Os resultados e movimentos mostram a manutenção do nível de distribuição observado desde maio e a predominância de créditos indexados à inflação na carteira. A composição por segmentos e indexadores, bem como o uso de reservas e ganhos de capital, ajudam a explicar a estabilidade do provento no curto prazo. Para fins de comparação com benchmarks, a referência ao CDI considera tanto a métrica líquida de impostos quanto o ajuste via gross-up.
Em termos tributários, os proventos distribuídos por fundos imobiliários listados são, em regra, isentos de IR para pessoas físicas, desde que atendidos os critérios legais. O MXRF11 reforçou que o pagamento seguirá esse tratamento, de acordo com a legislação aplicável.
Carteira e drivers dos dividendos do MXRF11
A composição do portfólio, concentrada em CRIs e com predominância de indexadores inflacionários, segue como principal geradora dos fluxos do fundo. Os recursos oriundos das posições em CRIs, aliados à contribuição da carteira de fundos e de permutas, sustentaram os R$ 46,57 milhões de caixa apurados em maio. A reserva de correção monetária e os ganhos de capital das movimentações também desempenham papel complementar na previsibilidade das distribuições.
No curto prazo, a manutenção do patamar de R$ 0,10 por cota reflete essa combinação de fatores operacionais e de alocação. A divulgação dos resultados de julho, quando ocorrer, permitirá aferir a aderência entre os fluxos efetivos do mês e o provento agora anunciado.