O Fator Verità (FII) Fator Verità (VRTA11), um dos fundos de papel mais antigos da B3, concentra sua carteira em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) indexados ao IPCA. Em junho, o fundo registrou cota de mercado a R$ 70,63 e cota patrimonial a R$ 82,89, resultando em P/VP de 0,85. Com patrimônio de cerca de R$ 1,3 bilhão e 102 mil cotistas, distribui rendimentos mensais e tem benchmark de IPCA + 6% ao ano.
Este raio-x detalha a composição dos CRIs, a exposição a índices de referência e o histórico de proventos. As informações refletem o último relatório gerencial e têm caráter informativo.
- Patrimônio: ~R$ 1,3 bilhão; 102 mil cotistas
- Cota de mercado (junho): R$ 70,63; cota patrimonial: R$ 82,89; P/VP: 0,85
- Alocação: ~90% em CRIs; restante em FIIs e caixa
- Indexadores: ~89,4% atrelado ao IPCA; ~9,6% ao CDI
- Taxa média da carteira: IPCA + 8,46% ao ano; prazo médio: 4,61 anos
- Qualidade de crédito: 60,9% de AAA a A; 25,3% de BBB+ a B; 3,8% de CCC a D
- Distribuição: R$ 0,85 por cota ao mês nos últimos 12 meses
- Dividendos em 12 meses: R$ 10,20 por cota; DY de 14,44% sobre a cota de mercado
- Reserva: R$ 1,00 por cota para complementar pagamentos
- Projeção da gestão (2º semestre de 2026): R$ 0,85 a R$ 0,95 por cota
Conheça o VRTA11: estratégia, indexação e crédito
A gestão do Fator Verità foca ativos de crédito com lastro imobiliário. O mandato permite investir majoritariamente em CRIs, além de Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), cotas de outros fundos e debêntures. O fundo é isento de Imposto de Renda para pessoa física, conforme legislação vigente, e realiza distribuição mensal de rendimentos.
A carteira é predominantemente indexada à inflação. Cerca de 89,4% dos ativos seguem o IPCA, índice oficial de preços, e 9,6% o CDI, taxa de referência das operações interbancárias. Em cenários de inflação mais alta, os CRIs IPCA tendem a incorporar a variação aos fluxos de caixa, com defasagem usual de dois a três meses entre o índice e o repasse às amortizações e cupons.
A taxa média dos CRIs equivale a IPCA + 8,46% ao ano, com duration média de 4,61 anos. Duration é o prazo médio ponderado de recebimento de fluxos, indicador de sensibilidade a juros. A concentração em inflação adiciona correção monetária aos recebíveis, enquanto o spread real contratado remunera o risco de crédito.
Quanto à qualidade de crédito, 60,9% da carteira está avaliada entre AAA e A, 25,3% entre BBB+ e B e 3,8% entre CCC e D. Nesse último grupo há CRIs inadimplentes, em recuperação judicial ou em arbitragem, que estão provisionados. Os devedores se distribuem por construção civil, alimentos, logística, varejo e energia, o que dilui riscos setoriais.
Além dos CRIs, o fundo mantém parcela em cotas de FIIs e caixa para gestão de liquidez. O objetivo é preservar capacidade de honrar distribuições e aproveitar janelas de mercado para reciclagem de portfólio, sem alterar o foco principal no crédito imobiliário.
Dividendos do VRTA11: histórico recente e projeções
O VRTA11 vem pagando R$ 0,85 por cota ao mês há 12 meses consecutivos. No acumulado do período, os valores distribuídos somaram R$ 10,20 por cota, com dividend yield de 14,44% sobre a cota de mercado de junho. Dividend yield é a relação entre proventos dos últimos 12 meses e o preço de mercado no período.
A gestão informa manter uma reserva de R$ 1,00 por cota. Essa reserva pode complementar os pagamentos mensais e suavizar oscilações causadas por sazonalidade de fluxos em CRIs, amortizações ou eventos pontuais na carteira.
Para o segundo semestre de 2026, a projeção divulgada pela gestão indica manter os pagamentos entre R$ 0,85 e R$ 0,95 por cota. Trata-se de uma estimativa baseada nas condições atuais de portfólio, indexadores e cenários operacionais. Não é garantia de distribuição futura.
Os resultados do FII são afetados por inflação (IPCA), juros (CDI), adimplência dos devedores e reciclagens de ativos. Mudanças nesses fatores podem alterar o nível de pagamentos e o preço de mercado. O P/VP de 0,85, observado em junho, indica que a cota negociava abaixo do valor patrimonial por cota, métrica que compara o preço em bolsa ao valor contábil dos ativos.
Este material é informativo e não constitui recomendação. O VRTA11 é um ativo de renda variável. Rentabilidade passada não é garantia de retornos futuros, e as condições descritas referem-se ao último relatório acessível ao mercado.