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RBRY11 corta posições em FIIs para concentrar em crédito; entenda o giro

RBRY11 corta posições em FIIs para concentrar em crédito; entenda o giro
Imagem gerada por IA

O fundo imobiliário RBRY11 reportou resultado distribuível de R$ 13,463 milhões em junho, com leve retração em relação a maio, sustentado por receitas de R$ 14,370 milhões e despesas de R$ 1,328 milhão. O resultado por cota foi de R$ 1,05.

Pela política de linearização (suavização dos pagamentos ao longo do tempo), a distribuição foi mantida em R$ 1,00 por cota, elevando a reserva de lucro para R$ 0,39 por cota. A gestão confirmou que esse é o guidance de distribuição até o fim de 2024. A média dos rendimentos do RBRY11 nos últimos 12 meses foi de R$ 1,14 por cota.

O yield anualizado de junho atingiu 13,4% sobre a cota de fechamento e 11,9% sobre a patrimonial (valor contábil por cota). Os proventos seguem isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, nas condições previstas em lei.

  • Resultado distribuível de R$ 13,463 milhões no mês, com R$ 14,370 milhões em receitas e R$ 1,328 milhão em despesas
  • Distribuição de R$ 1,00 por cota via política de linearização; resultado por cota de R$ 1,05
  • Reserva de lucro acumulada de R$ 0,39 por cota e guidance mantido até o fim do ano
  • Média de R$ 1,14 por cota em 12 meses; yield anualizado de 13,4% (mercado) e 11,9% (patrimonial)
  • Carteira com 95,9% do PL alocado; 90,8% em CRIs/operações estruturadas e 5,1% em FIIs
  • Reclassificação de segmentos dos CRIs, com destaque ao financiamento à construção
  • Redução de exposição a FIIs e prejuízo consolidado de R$ 0,02 por cota nas movimentações

Giro de carteira do RBRY11 em junho

Junho teve forte atividade no crédito. O fundo realizou nova alocação de R$ 16,9 milhões no CRI Dall, remunerado a CDI + 4,5% ao ano. Houve reforço em posições existentes, distribuído entre diferentes emissores e lastros.

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Entre os aumentos, o CRI MOS Jardins e Pinheiros II recebeu R$ 5,1 milhões. O CRI Pernambuco My Beach teve incremento de R$ 4,2 milhões. O CRI Pulverizado MK CDI adicionou R$ 3,3 milhões. O CRI Bild cresceu em R$ 3,4 milhões. O CRI Global Realty Itacema avançou R$ 2,5 milhões.

Na direção oposta, houve redução de R$ 30 milhões na exposição ao CRI XPLG AAA CDI Série II. O fundo também recebeu resgate antecipado do CRI Lux Vila Nova Conceição, no montante de R$ 10 milhões, ajustando duration e concentração.

Em fundos listados, a gestão diminuiu a posição no PCIP11 (R$ 1,9 milhão) e no RBRR11 (R$ 6,9 milhões). Essas vendas consolidaram prejuízo de R$ 0,02 por cota no mês e fazem parte da estratégia de reduzir exposição a FIIs para concentrar em crédito.

As decisões de giro mantêm a carteira aderente ao perfil de risco definido e à meta de distribuição, dentro da política de linearização adotada pelo fundo.

Carteira e reclassificação no RBRY11

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A gestão promoveu reclassificação dos segmentos de CRIs para refletir com mais precisão o perfil de risco de cada operação. No residencial, a divulgação passou a separar “financiamento à construção” (fase de obras) e “estoque” (unidades concluídas).

Ao fim de junho, 95,9% do patrimônio líquido estava alocado. Desse total, 90,8% em CRIs e operações estruturadas, com rentabilidade média ponderada de 17,6% ao ano, equivalente a CDI + 3,2% ao ano. O prazo médio da carteira é de 1,8 ano, com spread médio de 3,2% ao ano. O portfólio reúne 51 CRIs e uma operação estruturada.

Por indexador, o CDI representa 85% da carteira, o IPCA 14,8% e o IGP-M 0,2%, indicando predominância de crédito atrelado à taxa flutuante. Em segmentos, financiamento à construção concentra 77,1% do portfólio, seguido por pulverizado (10,4%), logístico (8,6%), estoque (1,7%), home equity (1,7%), escritório (0,5%) e loteamento (0,1%).

A carteira apresenta concentração geográfica em São Paulo, que responde por 73,5% dos CRIs, com os demais estados distribuindo o percentual remanescente. Essa concentração acompanha a origem dos lastros e a liquidez regional.

O fundo mantém ainda oito FIIs, somando 5,1% do patrimônio líquido. Entre eles, destaque para RBRR11, com 2,3% do PL. A redução gradual dessas posições segue a diretriz de priorizar crédito imobiliário e operações estruturadas, preservando a capacidade de geração de caixa compatível com o guidance de distribuição.

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O desempenho mensal, somado ao giro de carteira e à reclassificação, reforça a manutenção da política de distribuição linearizada de R$ 1,00 por cota, enquanto a reserva de lucro de R$ 0,39 por cota oferece colchão para sazonalidades de caixa. O yield anualizado de junho, calculado pela taxa anual projetada a partir do mês, ficou em 13,4% sobre a cota de mercado e 11,9% sobre a cota patrimonial. Os proventos permanecem isentos de IR para pessoas físicas, conforme a legislação aplicável ao setor de fundos imobiliários.

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