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Pagamento do HGRE11 cresce 76%, mas deve recuar no semestre; confira

Pagamento do HGRE11 cresce 76%, mas deve recuar no semestre; confira
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O fundo imobiliário HGRE11 (HGRE11) apurou resultado distribuível de R$ 8,401 milhões em junho, com receitas de R$ 11,221 milhões e despesas de R$ 2,82 milhões. A distribuição foi de R$ 1,50 por cota, paga em 14 de julho de 2026, impulsionada por uso de R$ 0,79 por cota de reserva para atender à regra de repasse mínimo de 95% do lucro caixa do semestre. Para o próximo semestre, a gestão indicou retorno ao patamar recorrente de R$ 0,85 por cota.

Em termos de preço, os rendimentos do HGRE11 representam um dividend yield anualizado de 14,0% considerando a cota de mercado e de 12,3% na cota patrimonial. Os proventos permanecem isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, dentro das condições previstas na legislação.

Principais pontos:

  • Resultado distribuível de R$ 8,401 milhões em junho; receitas de R$ 11,221 milhões e despesas de R$ 2,82 milhões.
  • Distribuição de R$ 1,50/cota em 14/07/2026, com R$ 0,79/cota de reserva; 76% acima do mês anterior, para cumprir a regra dos 95%.
  • Indicação de R$ 0,85/cota como patamar recorrente para o próximo semestre.
  • Dividend yield anualizado de 14,0% na cota de mercado e 12,3% na patrimonial; isenção de IR para PF conforme legislação.
  • Receita de junho foi de R$ 0,95/cota; eventos não recorrentes ligados à venda de FIIs impactaram em -R$ 0,08/cota.
  • Vacância de 5,8% na física e 7,6% na financeira; sem reajustes de ABL no mês.
  • Distrato do compromisso de venda do imóvel Alegria em 07/07; devolução de R$ 2,2 milhões e manutenção de R$ 2,25 milhões em retenções contratuais.
  • Alocação: ~90% em imóveis, 3% em CRI e 8% em caixa; 13 edifícios, 45 locatários, 144.305 m² de ABL e WALE de 4,8 anos.
  • Valor médio a mercado de R$ 9.393/m² e aluguel médio de R$ 77,34/m²; escritórios A e AAA na Grande SP representam 86% do patrimônio.
  • PL de R$ 1,732 bilhão; cota patrimonial de R$ 146,56; valor de mercado de R$ 1,524 bilhão; cota a R$ 128,98 e P/VP de 0,88x.

Resultado de junho e impactos nos rendimentos do HGRE11

Em junho, a receita total foi de R$ 0,95 por cota. O resultado do mês sofreu efeito pontual de eventos não recorrentes associados à venda de posições em fundos imobiliários, que reduziram o desempenho em R$ 0,08 por cota.

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No operacional, não houve trocas de locatários no período. A vacância física permaneceu em 5,8% e a vacância financeira em 7,6%. Não foram registrados reajustes de ABL (área bruta locável) nos contratos do portfólio ao longo do mês.

A distribuição de R$ 1,50 por cota, 76% acima da do mês anterior, utilizou parte de reservas para cumprimento da política legal de distribuição de, no mínimo, 95% do lucro caixa semestral. A administração indicou que pretende restabelecer a distribuição no patamar recorrente de R$ 0,85 por cota no próximo semestre, compatível com a geração operacional.

No dia 7 de julho, houve distrato do compromisso de venda e compra do imóvel Alegria. Com a operação, o fundo devolveu R$ 2,2 milhões à contraparte e manteve R$ 2,25 milhões em retenções contratuais, a título de indenização por indisponibilidade do imóvel e remuneração pelo prazo adicional para aprovação do projeto.

Portfólio e vacância: efeitos nos rendimentos do HGRE11

A carteira encerrou junho com cerca de 90% dos ativos alocados em imóveis, 3% em CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e 8% em caixa. O portfólio é composto por 13 edifícios, locados a 45 inquilinos, somando 144.305 m² de ABL e WALE de 4,8 anos (prazo médio de vencimento dos contratos).

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O valor médio a mercado do portfólio é de R$ 9.393 por metro quadrado, com aluguel médio de R$ 77,34 por metro quadrado. Imóveis de escritórios na região metropolitana de São Paulo, de padrão entre A e AAA, respondem por 86% do valor patrimonial do fundo.

A carteira de fundos imobiliários investidos somava três posições ao fim do mês, equivalentes a 0,3% do patrimônio líquido, em processo de redução gradual pela gestão. Entre os principais ativos, destacam-se Chucri Zaidan (22,5% do patrimônio e 22,6% da receita contratada), Martiniano (19,1% e 16,0%), Sêneca (16,2% e 24,1%) e Berrini One (12,9% e 13,6%).

Nos indicadores de mercado, o patrimônio líquido alcançou R$ 1,732 bilhão, com cota patrimonial de R$ 146,56. O valor de mercado foi de R$ 1,524 bilhão, equivalente a cota de R$ 128,98 e P/VP de 0,88x. O nível de preço, combinado à geração de caixa, resultou em dividend yield (retorno por proventos) anualizado de 14,0% na cota de mercado e de 12,3% na cota patrimonial.

A estabilidade da vacância, a ausência de reajustes de ABL e os efeitos não recorrentes da venda de FIIs explicam a necessidade de uso de reservas para a distribuição semestral. Com a normalização desses itens, a administração projeta o retorno do patamar de R$ 0,85 por cota como referência para os pagamentos futuros.

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