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XPML11 anuncia dividendos; valor é o mesmo pago há mais de dois anos

XPML11 anuncia dividendos; valor é o mesmo pago há mais de dois anos
Imagem gerada por IA

O XP Malls Fundo de Investimento Imobiliário (XPML11) anunciou, nesta sexta-feira (17), a distribuição de R$ 0,92 por cota, referente ao resultado de junho, com pagamento previsto para 24 de julho. Terão direito ao provento os cotistas posicionados até o fechamento do pregão de 17 de julho, data-base para a apuração dos beneficiários. Os rendimentos permanecem isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, conforme os requisitos legais aplicáveis.

O valor mantém o patamar de distribuição praticado pelo fundo há mais de dois anos. A comunicação ocorre poucos dias após a divulgação do relatório gerencial com os números de maio, que registrou avanço mensal do lucro e detalhou desempenho operacional e composição de portfólio.

  • Provento: R$ 0,92 por cota
  • Data-base: 17 de julho; pagamento em 24 de julho
  • Política: patamar de distribuição estável há mais de dois anos
  • Isenção: rendimentos isentos de IR para pessoas físicas, conforme lei
  • Maio: lucro de R$ 55,235 milhões (+53% m/m); receitas de R$ 66,710 milhões; despesas de R$ 11,474 milhões
  • Portfólio: 26 shopping centers; ABL total de 1,14 milhão m², com 274 mil m² atribuídos ao fundo
  • Alocação: 93,9% em imóveis; restante em caixa, cotas de FIIs e um CRI conversível
  • Vendas: R$ 1.757/m² em maio, maior nível de 2026 até então
  • Rentabilidade de maio: -0,97% (vs. IFIX -0,77% e CDI líquido 0,93%)
  • Secundário: R$ 352 milhões negociados em junho; liquidez diária média de R$ 16,7 milhões; cota a R$ 104,47 ao fim do mês

Resultados de maio do XPML11 e base para a distribuição

O anúncio dos dividendos é sustentado pelos resultados operacionais apresentados no relatório gerencial de maio. No período, o XP Malls registrou lucro de R$ 55,235 milhões, avanço de 53% frente a abril.

A receita do mês alcançou R$ 66,710 milhões, composta por aluguéis, receitas de estacionamento, contratos atípicos e receitas variáveis. As despesas totalizaram R$ 11,474 milhões, abrangendo custos de gestão, despesas condominiais, taxas e outras linhas operacionais.

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A manutenção do valor de R$ 0,92 por cota reflete a estabilidade do fluxo de caixa operacional e a política de distribuição do fundo, que historicamente busca repassar aos cotistas o resultado recorrente gerado pelos ativos. O pagamento foi marcado para 24 de julho, observada a data-base de 17 de julho.

Os rendimentos seguem isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que cumpridos os requisitos previstos na legislação vigente para fundos imobiliários, como número mínimo de cotistas e negociação exclusiva em bolsa.

Carteira e alocação do XPML11: perfil e distribuição geográfica

O portfólio do XP Malls permanece entre os maiores do segmento de shopping centers listados na B3. Ao fim de maio, a carteira somava 26 empreendimentos, com aproximadamente 1,14 milhão de metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL), medida que representa a metragem total disponível para locação nos shoppings.

Desse total, cerca de 274 mil metros quadrados de ABL pertencem ao fundo, refletindo a participação efetiva do XP Malls nos empreendimentos. A alocação de ativos registrou 93,9% em imóveis, com o remanescente distribuído em caixa, cotas de outros fundos imobiliários e um Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) conversível.

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A distribuição geográfica da ABL indicou maior concentração no Sudeste (72%), seguida por Nordeste (16%), Sul (9%) e Norte (3%). Essa composição regional influencia a dinâmica de vendas e o desempenho de locação, dada a representatividade econômica das praças em que os ativos operam.

Vendas, rentabilidade e negociação do XPML11 no mercado 

Segundo o relatório gerencial, as vendas por metro quadrado dos lojistas dos shoppings do portfólio atingiram R$ 1.757 em maio, o maior patamar registrado pelo fundo em 2026 até aquele momento. Esse indicador operacional serve como proxy da atividade comercial e potencial de receitas variáveis.

Em maio, a rentabilidade do fundo foi de -0,97%, desempenho inferior ao do IFIX (-0,77%) e do CDI líquido (0,93%). No acumulado do ano até maio, o retorno era de 0,96%, frente a 1,37% do IFIX e 5,86% do CDI líquido, refletindo o comportamento das cotas em ambiente de mercado e o custo de oportunidade de renda fixa.

No mercado secundário, as cotas do XP Malls movimentaram aproximadamente R$ 352 milhões em junho, com liquidez média diária de R$ 16,7 milhões. Ao final do mês, a cota era negociada a R$ 104,47. Esses números evidenciam profundidade de negociação e base ativa de investidores, fatores relevantes para o acompanhamento de preço e execução de ordens.

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A divulgação do provento de R$ 0,92 por cota, alinhada aos resultados de maio e à estabilidade do portfólio, consolida a visibilidade do fluxo de rendimentos do fundo, observadas as datas definidas e as condições de isenção aplicáveis a investidores pessoas físicas.

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