FIIs

MXRF11 sob análise: conheça o fundo mais popular da B3 por dentro

MXRF11 sob análise: conheça o fundo mais popular da B3 por dentro
Foto: Suno/Banco

Com mais de 1,4 milhão de cotistas, o FII Maxi Renda (MXRF11) é o fundo imobiliário mais popular da B3. Trata-se de um fundo de papel, gerido pela XP, com preço de cota ao redor de R$ 9,74 e distribuição mensal de rendimentos.

Este raio-x apresenta a estrutura da carteira, histórico recente de proventos, relação P/VP, liquidez e os principais riscos do Maxi Renda. O objetivo é contextualizar o perfil do fundo, sua dinâmica de receitas e fatores que podem afetar o desempenho.

  • Tipo e gestão: fundo de papel, sob gestão da XP
  • Base de cotistas: mais de 1,4 milhão
  • Patrimônio líquido: acima de R$ 4 bilhões
  • Carteira: CRIs high grade, inflação (IPCA) como principal indexador; debêntures, cotas de FIIs e operações estruturadas
  • Proventos: R$ 1,195 por cota em 12 meses; distribuição mensal próxima de R$ 0,10 por cota, isenta para pessoa física conforme regras fiscais
  • Preço e P/VP: cota a R$ 9,74; valor patrimonial de R$ 9,37; P/VP de 1,04 (ágio)
  • Liquidez: giro diário em torno de R$ 15 milhões
  • Riscos: sensibilidade aos juros e risco de crédito nos CRIs

Estrutura e estratégia do MXRF11

O Maxi Renda tem como política gerar renda recorrente a partir de ativos com lastro imobiliário. A carteira concentra Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), com perfil majoritariamente high grade e remuneração atrelada à inflação, especialmente ao IPCA.

Além dos CRIs, a estratégia inclui debêntures, cotas de outros fundos imobiliários e operações estruturadas. Essa combinação busca diversificar a origem dos recebíveis e o perfil de risco da carteira, mantendo a característica de fundo de papel.

Com mais de uma década de histórico, o fundo consolidou um patrimônio líquido superior a R$ 4 bilhões, um dos maiores entre os FIIs de papel. A escala auxilia no acesso a emissões relevantes do mercado de crédito imobiliário, o que contribui para diluição de riscos específicos.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/Banner-Materias-01-Dkp_-1420x240-1.png

A vinculação de grande parte dos CRIs à inflação tende a alinhar o rendimento às variações do IPCA. Em ciclos de inflação mais alta, a receita dos papéis ajustados por índices pode crescer. Em movimentos de desaceleração dos indexadores, a receita tende a ceder.

Dividendos e preço do MXRF11

Nos últimos 12 meses, os R$ 1,195 por cota em proventos resultam em dividend yield próximo de 12,3%. No curto prazo, o FII vem distribuindo cerca de R$ 0,10 por cota a cada mês. Os valores são isentos de Imposto de Renda para pessoa física, desde que atendidas as condições legais vigentes.

Embora o yield esteja elevado, a renda por cota recuou levemente em anos recentes. Esse movimento é comum em fundos de papel quando os indexadores de crédito desaceleram. A dinâmica de proventos depende do comportamento dos índices de inflação, dos spreads de crédito e do desempenho das operações da carteira.

No mercado secundário, a cota é negociada a R$ 9,74, enquanto o valor patrimonial por cota está em R$ 9,37. O P/VP de 1,04 indica leve ágio em relação ao conjunto de ativos do fundo. Esse diferencial pode refletir fatores como liquidez, previsibilidade de caixa e percepção de risco do portfólio.

A liquidez é um destaque. O giro diário ao redor de R$ 15 milhões favorece a execução de ordens e reduz o custo de transação para o investidor, quando comparado a FIIs com menor volume.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/DT-PS-HOME-DE-ARTIGOS-1420x240-ID_01_x1.jpg

Riscos e liquidez do MXRF11

O MXRF11 integra a classe de renda variável. Por isso, a cota oscila e a renda mensal pode subir ou cair, conforme as condições de mercado e a performance dos ativos. Em períodos de alta de juros, fundos de papel tendem a sofrer pressão nas cotas, devido ao ajuste na curva de juros e ao aumento da taxa de desconto.

Há risco de crédito inerente à carteira de CRIs. Emissores podem enfrentar recuperação judicial, renegociação de dívidas ou eventos que levem a provisões. Esses fatores podem afetar o fluxo de recebíveis, temporária ou permanentemente, até que as garantias sejam acionadas ou acordos sejam pactuados.

A gestão procura mitigar esse risco por meio de diversificação e garantias. Uma carteira pulverizada por lastro, setores, emissores e estruturas de proteção tende a reduzir a concentração de perdas potenciais em eventos de crédito.

Este conteúdo é informativo sobre o fundo imobiliário MXRF11. Não constitui oferta, solicitação ou recomendação de investimento. Antes de investir, avalie seus objetivos e, se necessário, busque um profissional habilitado. Nos últimos 12 meses, os dados de proventos representam o retrato do período e podem não se repetir no futuro, dada a relação com indexadores e condições de crédito.

Por fim, os dividendos do MXRF11 refletem a geração de caixa dos ativos e podem variar com inflação, spreads e adimplência da carteira. O acompanhamento de relatórios gerenciais e comunicados ao mercado é essencial para monitorar a evolução dos indicadores.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/1180x182-Home-Segunda-Dobra-Desktop.png

Quer construir uma carteira de Fiis alinhada com os seus objetivos? Clique aqui e fale agora mesmo com um especialista.

Leia também