O fundo imobiliário Riza Akin Recebíveis Imobiliários (RZAK11) distribuirá R$ 1,05 por cota em proventos referentes a junho de 2026, mantendo o mesmo valor do mês anterior. O comunicado foi divulgado nesta terça-feira (14).
Os dividendos do RZAK11 serão pagos em 21 de julho de 2026 aos investidores posicionados na data-base de 14 de julho. Segundo a legislação vigente para FIIs, os proventos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas.
- Valor por cota: R$ 1,05 (referente a junho/2026)
- Data-base: 14/7/2026; pagamento: 21/7/2026
- Isenção de IR: aplicável a pessoa física, conforme regra de FIIs
- Dividend Yield: 1,31% ao mês, considerando a cotação de R$ 80,34 ao fim de junho
- Guidance: R$ 1,00 a R$ 1,10 por cota para os próximos três meses
- Resultado de maio: R$ 9,6 milhões (R$ 1,08/cota); receitas de R$ 10,4 milhões
- Payout de maio: R$ 1,05/cota, equivalente a 96,79% do resultado
- Alocação: 96,04% do patrimônio líquido; sem alavancagem via compromissadas reversas
- Composição: 77% em CRIs e 23% em cotas de FIIs
- Indexadores: IPCA (42,89%), CDI (35,76%), INCC (11,14%), prefixados (2,04%)
- Métricas de maio: PL de R$ 777,6 milhões; cota patrimonial de R$ 88,29; 44.455 cotistas
- Mercado: cota a R$ 83,69 no fim de maio; P/VP de 0,95; liquidez média diária de R$ 1,7 milhão
Distribuição e carteira: dividendos do RZAK11
O valor anunciado de R$ 1,05 por cota permanece alinhado ao intervalo indicado pela gestão no último relatório gerencial, que projeta distribuições entre R$ 1,00 e R$ 1,10 por cota para os próximos três meses. O pagamento seguirá o calendário com data-base em 14/7 e liquidação em 21/7/2026.
Com a cotação de fechamento de junho em R$ 80,34, o provento corresponde a um Dividend Yield mensal de 1,31%. Dividend Yield é a relação entre o valor distribuído e o preço de mercado da cota no período de referência.
Em maio, o fundo apurou resultado de R$ 9,6 milhões, equivalente a R$ 1,08 por cota, sobre receitas totais de R$ 10,4 milhões. Naquele mês, a distribuição ficou em R$ 1,05 por cota, o que representa um payout de 96,79% do resultado.
A alocação bruta atingiu 96,04% do patrimônio líquido ao fim de maio, sem uso de alavancagem via operações compromissadas reversas. Entre os tipos de ativos, os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) concentravam 77% da carteira investida, e as cotas de fundos imobiliários os 23% restantes.
Composição e métricas: dividendos do RZAK11
Por indexador, a parcela atrelada ao IPCA somava 42,89% da carteira, com carrego médio de IPCA + 9,31% ao ano e duration aproximada de 4,1 anos. Carrego é a taxa contratada ou rendimento esperado dos títulos. Duration representa o prazo médio ponderado dos fluxos de caixa, sensível a variações de juros e inflação.
A exposição ao CDI correspondia a 35,76%, com retorno médio de CDI + 3,48% ao ano. Os ativos vinculados ao INCC representavam 11,14% do portfólio, enquanto os prefixados totalizavam 2,04%. O remanescente estava sem indexador definido no período.
Segundo a gestão, a previsibilidade dos proventos decorre do carrego da carteira, com destaque para os ativos indexados ao IPCA. Esses papéis têm rendido acima da média dos últimos doze meses, em um cenário de pressão sobre preços de commodities, com o índice oficial de inflação acumulando alta de 0,58% em maio.
O fundo encerrou maio com patrimônio líquido de R$ 777,6 milhões e cota patrimonial de R$ 88,29, distribuídos entre 44.455 cotistas. Não houve alterações relevantes na carteira no mês, sem novas operações ou liquidações materiais.
No mercado secundário, a cota fechou maio a R$ 83,69, o que implica múltiplo Preço sobre Valor Patrimonial (P/VP) de 0,95 e liquidez média diária de R$ 1,7 milhão. O P/VP compara a cotação de mercado à cota patrimonial e indica, respectivamente, desconto ou prêmio em relação ao valor contábil.
Os rendimentos do RZAK11 são isentos de IR para pessoa física, de acordo com a regra geral aplicável a fundos imobiliários. A manutenção do patamar de R$ 1,05 por cota acompanha o intervalo de guidance informado pela gestão e reflete a composição da carteira, mais concentrada em crédito imobiliário e diversificada por indexadores.
Para referência, o desempenho recente não altera a política de distribuição informada e segue coerente com os indicadores de maio, sem mudanças estruturais na alocação e com métricas de risco e retorno pautadas pelos indexadores predominantes.