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RZTR11 entrega yield de 1,10% ao mês e reforça patrimônio com reavaliação

RZTR11 entrega yield de 1,10% ao mês e reforça patrimônio com reavaliação
Imagem gerada por IA

O Fiagro RZTR11 apurou resultado de R$ 19,027 milhões em maio, sustentado por receitas totais de R$ 20,934 milhões e despesas de R$ 1,906 milhão. A distribuição foi de R$ 1,00 por cota no mês, equivalente a um dividend yield mensal de 1,10%, que a gestão declara alinhado à capacidade de geração de resultados do fundo.

No acumulado de 12 meses, os rendimentos do RZTR11 somam yield de 13,99%. No mercado secundário, a cota avançou de R$ 90,08 para R$ 91,15 no período, o que implica P/VP (preço sobre valor patrimonial) de 0,93x ao fim de maio.

Principais destaques:

  • Resultado: R$ 19,027 milhões em maio; receitas de R$ 20,934 milhões; despesas de R$ 1,906 milhão
  • Distribuição: R$ 1,00/cota (DY mensal de 1,10%); yield de 12 meses de 13,99%
  • Cota de mercado: R$ 91,15 (de R$ 90,08 em 12 meses); P/VP de 0,93x
  • Reavaliação: +R$ 6,33/cota no patrimônio; PL de R$ 1,849 bilhão; cota patrimonial de R$ 98,07
  • Liquidez média diária: R$ 4,805 milhões; base de 146.019 cotistas
  • Remarcação da carteira no encerramento do exercício social em 30/06/2026, com laudos independentes
  • Fazenda Bom Jardim: valor ainda não realizado; expectativa de geração de valor adicional quando do evento

A reavaliação dos imóveis rurais foi o principal vetor do mês. O processo ocorreu no encerramento do exercício social em 30 de junho de 2026, com base em laudos de avaliação de empresas independentes. O ajuste acrescentou cerca de R$ 6,33 por cota ao patrimônio líquido, refletindo a valorização dos ativos.

Com isso, o patrimônio do RZTR11 encerrou maio em R$ 1,849 bilhão. A cota patrimonial ficou em R$ 98,07, enquanto a cota de mercado a R$ 91,15 levou o indicador P/VP a 0,93x. O P/VP compara o preço de mercado da cota ao valor patrimonial por cota.

A distribuição de R$ 1,00 por cota, que corresponde a 1,10% no mês, foi mantida em linha com a capacidade de geração de resultados reportada pela gestão. Dividend yield é a razão entre o dividendo distribuído no período e o preço da cota, indicador de renda recorrente.

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A liquidez média diária foi de R$ 4,805 milhões no mês, com 146.019 cotistas ao fim do período. Segundo a gestão, o valor referente à Fazenda Bom Jardim ainda não foi realizado, e a concretização do evento deve adicionar valor ao patrimônio.

Desempenho e carteira do RZTR11

No período de 12 meses, o yield acumulado do RZTR11 foi de 13,99%, enquanto a cota de mercado evoluiu de R$ 90,08 para R$ 91,15. O movimento de reprecificação dos imóveis impactou positivamente o patrimônio e reforçou a cota patrimonial em R$ 98,07.

A divulgação indica que as receitas de maio, de R$ 20,934 milhões, superaram as despesas de R$ 1,906 milhão, resultando no lucro de R$ 19,027 milhões. A manutenção do patamar de distribuição reflete, conforme a gestora, a aderência entre fluxo de resultados e política de proventos.

O P/VP de 0,93x sugere desconto frente ao valor patrimonial, métrica que, em fundos imobiliários e Fiagros, acompanha o equilíbrio entre preço de tela e avaliação dos ativos. Já a liquidez de R$ 4,805 milhões por dia reforça a negociação no mercado secundário.

A expectativa de captura de valor com a Fazenda Bom Jardim permanece no radar. O reconhecimento contábil do evento, quando efetivado, tende a alterar o patrimônio líquido e a cota patrimonial, conforme prática do fundo para marcação a valor justo.

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Composição do portfólio do RZTR11

A carteira reúne 25 propriedades que somam 86.430 hectares, dos quais 54.922 hectares são destinados ao plantio. As aquisições totalizam cerca de R$ 2,063 bilhões, a uma taxa média ponderada de 15,01% ao ano. A avaliação de mercado dos imóveis, somada ao caixa, alcança R$ 3,829 bilhões.

O prazo médio final dos contratos de arrendamento é de 10 anos, com taxa média de 14,73% ao ano. As taxas variam de 10,10% a 21,79% conforme o contrato, com vencimentos distribuídos entre 2029 e 2038, o que alonga a previsibilidade de fluxos.

Por tese de investimento, a alocação seguiu estável: Sale and Leaseback representa 51% (alvo de 50%), Buy to Lease 29% (alvo de 27%), Land Equity 17% (abaixo do alvo de 20%) e caixa 3% (em linha com o alvo). Em número de imóveis, predominam 15 propriedades em Sale and Leaseback, 5 em Buy to Lease e 4 em Land Equity.

Os ativos estão distribuídos por Mato Grosso, Maranhão, Tocantins, Goiás, Bahia, Piauí, Paraná e Minas Gerais. As principais culturas são soja, milho e sorgo, além de algodão, cana-de-açúcar, eucalipto, café e pastagem.

A maior propriedade é Wanderlândia (TO), com 10.773 hectares de eucalipto sob a tese Land Equity. Em valores de aquisição, destacam-se Sorriso (MT), comprada por R$ 372,0 milhões sob a tese Buy to Lease com a Agropecuária N Fries, e Serra do Cabral (MG), adquirida por R$ 237,0 milhões sob a tese Land Equity, voltada ao cultivo de café.

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Esses ativos lastreiam o portfólio e ajudam a compor o perfil de prazos e taxas do fundo, com diversificação geográfica e por cultura agrícola, além do equilíbrio entre as teses operacionais e de valorização de terras.

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