O MXRF11 (Maxi Renda FII) apurou em maio ganho de capital com a venda de ativos da carteira de crédito e, em paralelo, reforçou a posição em títulos corporativos. Segundo a XP Asset, a gestão direcionou parte dos recursos obtidos para a compra de uma nova tranche de CRI, mantendo estável a distribuição mensal de rendimentos no período.
De acordo com o relatório gerencial, o fundo registrou aproximadamente R$ 1,6 milhão em ganho de capital nas alienações de crédito realizadas ao longo do mês. Ao mesmo tempo, executou aquisições que preservaram a estratégia de concentração em ativos indexados à inflação e ao CDI.
- Ganho de capital de cerca de R$ 1,6 milhão em maio.
- Vendas parciais de operações de crédito e encerramento dos CRIs Oba BTS Taubaté e Matheus Ilhéus.
- Aquisição de ~R$ 30 milhões em nova tranche do CRI Mitre Michigan.
- Carteira majoritariamente atrelada ao IPCA e com parcela relevante indexada ao CDI.
- LTV médio em torno de 56% e spread próximo de 156 pontos-base.
- Rendimentos mantidos em R$ 0,10 por cota (aprox. 1,00% de dividend yield mensal).
- Patrimônio líquido de ~R$ 4,31 bilhões e base de mais de 1,46 milhão de cotistas.
- Nova emissão de cotas com potencial de captação de até R$ 1 bilhão.
MXRF11: reciclagem de carteira e novas aquisições
A gestão do fundo concluiu vendas parciais em diferentes operações de crédito e encerrou totalmente a exposição aos CRIs Oba BTS Taubaté e Matheus Ilhéus. As alienações geraram o ganho de capital reportado e liberaram recursos para novos investimentos.
Na sequência, o fundo adquiriu aproximadamente R$ 30 milhões em uma nova tranche do CRI Mitre Michigan. A operação dá continuidade ao processo de reciclagem de carteira, no qual ativos são vendidos e os recursos são realocados em operações com perfil alinhado à estratégia do portfólio.
O objetivo dessa dinâmica é ajustar risco, prazos e indexadores, preservando a previsibilidade de caixa e a aderência às metas de alocação definidas pela gestão. Segundo a administradora, as movimentações foram executadas conforme as condições de mercado observadas em maio.
MXRF11: composição da carteira e métricas de risco
A composição da carteira permaneceu semelhante à dos meses anteriores, com predominância de títulos indexados ao IPCA e parcela relevante referenciada ao CDI. Esse arranjo busca equilibrar a exposição a inflação e juros, com impacto direto na correção monetária dos papéis e no cupom recebido.
O Loan-to-Value (LTV) médio ficou ao redor de 56%. O LTV mede a relação entre o saldo financiado e o valor das garantias; níveis menores indicam maior cobertura do crédito por colaterais, ampliando a proteção do credor em cenários adversos.
A XP Asset também reportou spread médio em torno de 156 pontos-base. O spread é o adicional sobre o indexador negociado em cada operação e reflete fatores como risco de crédito, prazo e estrutura de garantias.
MXRF11: dividendos, base de cotistas e emissão
A política de distribuição permaneceu inalterada em maio. O fundo anunciou rendimentos de R$ 0,10 por cota, equivalentes a cerca de 1,00% ao mês, considerando o preço de fechamento das cotas no período. Foi o segundo mês consecutivo com esse patamar, após a distribuição de R$ 0,095 por cota realizada em março.
O patrimônio líquido encerrou maio em aproximadamente R$ 4,31 bilhões. A base de investidores somou mais de 1,46 milhão de cotistas, ante cerca de 1,36 milhão em dezembro de 2025, de acordo com as informações divulgadas.
Em paralelo, o fundo avança na preparação de uma nova emissão de cotas, com potencial de captação de até R$ 1 bilhão. Conforme os documentos da oferta, os recursos serão destinados prioritariamente à aquisição de novos ativos imobiliários e à expansão das operações de crédito.
Com alienações pontuais, a compra de uma nova tranche de CRI e a manutenção do nível de distribuição, o relatório indica que o fundo segue executando a reciclagem de carteira e preservando os principais indicadores de risco e retorno do portfólio.