O XPSF11 (XP Selection FoF FII) manteve a distribuição de R$ 0,07 por cota referente a maio de 2026, apesar da segunda queda mensal consecutiva do patrimônio líquido. Segundo relatório gerencial da XP Asset, o fundo encerrou o mês com R$ 341 milhões em patrimônio, ante R$ 348,6 milhões em abril e R$ 356,7 milhões em março.
No período, o fundo registrou resultado de aproximadamente R$ 2,86 milhões e distribuiu cerca de R$ 3,03 milhões. No acumulado do semestre até maio, a distribuição equivale a 101% dos lucros apurados no regime de caixa, de acordo com a gestora.
- Distribuição: R$ 0,07/cota em maio, estável desde o início de 2026
- Patrimônio líquido: R$ 341 milhões em maio (R$ 348,6 milhões em abril; R$ 356,7 milhões em março)
- Resultado de maio: ~R$ 2,86 milhões; distribuição: ~R$ 3,03 milhões
- Alocação em CRIs: ~10,4% do patrimônio líquido
- Compras em maio: KNIP11 (Kinea Índices de Preços) e KNSC11 (Kinea Securities)
- Cotistas: 54.067 ao fim de maio
Patrimônio do XPSF11 recua no bimestre até maio
O patrimônio líquido do fundo permaneceu próximo de R$ 355 milhões entre janeiro e março. Em abril, recuou para R$ 348,6 milhões e terminou maio em R$ 341 milhões, acumulando redução aproximada de R$ 15,7 milhões no período de março a maio.
A XP Asset não apontou, no relatório gerencial de maio, um evento específico que explique a variação do patrimônio no intervalo. A manutenção da distribuição em R$ 0,07 por cota, mesmo com o recuo do patrimônio, preservou o patamar observado desde o início de 2026.
Em maio, o fundo apurou resultado de cerca de R$ 2,86 milhões, enquanto distribuiu aproximadamente R$ 3,03 milhões aos cotistas. Segundo a gestora, no semestre até o momento, o total distribuído corresponde a 101% dos lucros pela ótica do caixa, métrica que considera entradas e saídas efetivas de recursos.
Ao final de maio, o fundo somava 54.067 cotistas, com patrimônio líquido de R$ 341 milhões. A estratégia principal do veículo é a aquisição de cotas de outros fundos imobiliários, com possibilidade de investir também em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e demais ativos do setor.
XPSF11 amplia exposição direta ao crédito imobiliário
O relatório gerencial mostra ajustes na alocação da carteira ao longo de maio. O fundo comprou cotas de KNIP11 (Kinea Índices de Preços) e KNSC11 (Kinea Securities), além de realizar novas alocações em CRIs. Com isso, a parcela investida diretamente em CRIs passou a representar aproximadamente 10,4% do patrimônio líquido.
CRIs são títulos de renda fixa lastreados em recebíveis do setor imobiliário, como financiamentos e aluguéis, e pagam remuneração atrelada a índices de preços, taxas prefixadas ou pós-fixadas, conforme a estrutura da operação. Essa classe pode oferecer fluxo de caixa previsível e diversificação de risco de crédito quando comparada à alocação exclusiva em cotas de fundos.
Na avaliação macroeconômica, a XP Asset destacou o aumento das expectativas de inflação, as discussões sobre o quadro fiscal brasileiro e a possibilidade de manutenção dos juros em patamar elevado por mais tempo. Segundo a gestora, esse ambiente favorece oportunidades em ativos ligados ao mercado de crédito imobiliário.
A gestora não detalhou operações pontuais que tenham sido determinantes para a queda do patrimônio líquido no bimestre até maio. O foco reportado esteve na manutenção da política de distribuição e nos ajustes táticos da carteira, com incremento da exposição a CRIs e movimentações em veículos geridos por casas do segmento de crédito e índices de preços.
No consolidado, o fundo manteve a distribuição de R$ 0,07 por cota em maio, preservando o nível praticado desde o início de 2026, enquanto adequou a carteira ao cenário de inflação resiliente e juros elevados. O patrimônio líquido encerrou o mês em R$ 341 milhões, após retrações mensais consecutivas desde março.