O fundo imobiliário Bresco Logística (BRCO11) apurou, em maio de 2026, lucro de aproximadamente R$ 17,6 milhões e manteve a distribuição de R$ 0,95 por cota. No mês, a receita total somou R$ 22,3 milhões, com avanço da receita imobiliária em cerca de R$ 600 mil, impulsionada pelo reconhecimento integral dos aluguéis do imóvel Bresco Simões Filho. O portfólio permanece concentrado em ativos logísticos urbanos, com 14 propriedades e 591 mil m² de ABL, além de 7,4% de vacância e contratos de locação com prazo médio remanescente de 4,7 anos.
A carteira tem perfil de crédito robusto, com mais de 76% dos inquilinos classificados como grau de investimento (AAA a AA). A receita anual contratada supera R$ 217 milhões, com 71% proveniente de empreendimentos de last mile, modalidade voltada à etapa final de distribuição próxima aos grandes centros de consumo. Cerca de 23% da ABL está em um raio de até 25 km da cidade de São Paulo.
- Lucro de maio: aproximadamente R$ 17,6 milhões
- Receita total do mês: R$ 22,3 milhões; avanço de cerca de R$ 600 mil na receita imobiliária
- Distribuição: R$ 0,95 por cota; dividend yield anualizado de cerca de 9,6%
- Portfólio: 14 ativos, 591 mil m² de ABL; 23% da ABL até 25 km de São Paulo
- Receita anual contratada: acima de R$ 217 milhões; 71% em last mile
- Contratos: prazo médio remanescente de 4,7 anos; 36% das receitas em contratos atípicos
- Qualidade de crédito: mais de 76% dos inquilinos com rating AAA a AA
- Vacância física: 7,4%
BRCO11: desempenho operacional e perfil do portfólio
A carteira do fundo soma 14 propriedades logísticas, com aproximadamente 591 mil m² de ABL distribuídos majoritariamente em polos urbanos. A gestão reporta receita anual contratada superior a R$ 217 milhões, com destaque para a exposição a last mile, que responde por cerca de 71% da receita e reflete a estratégia de proximidade aos consumidores finais.
Aproximadamente 23% da ABL se localiza até 25 km da cidade de São Paulo, região com elevada demanda por operações logísticas e menor disponibilidade de terrenos. Essa geografia tende a reduzir tempos e custos de distribuição, alinhando o portfólio a operações de e-commerce, varejo e bens de consumo.
Os contratos de locação possuem prazo médio remanescente de 4,7 anos. Cerca de 36% das receitas estão atreladas a contratos atípicos, que, em geral, preveem penalidades mais robustas em caso de rescisão antecipada, o que amplia a previsibilidade do fluxo de caixa.
Mais de 76% dos inquilinos possuem classificação de grau de investimento entre AAA e AA, o que mitiga riscos de inadimplência. A vacância física consolidada encerrou maio em 7,4%.
BRCO11: receita de maio, custos e distribuição de R$ 0,95
A receita total de maio alcançou R$ 22,3 milhões. O avanço de aproximadamente R$ 600 mil na receita imobiliária decorreu do reconhecimento integral dos aluguéis do Bresco Simões Filho. Entre as despesas, a gestora destacou os custos relacionados à vacância dos imóveis em Embu, Canoas e Resende, o IPTU do Bresco Viracopos e os encargos financeiros do financiamento usado nas aquisições de Viracopos e Simões Filho.
A distribuição referente ao período foi de R$ 0,95 por cota. Considerando o preço de fechamento de maio, o pagamento equivale a um dividend yield anualizado de aproximadamente 9,6%. A gestão informou que a distribuição representou cerca de 97,1% do lucro caixa do mês.
O fundo encerrou maio com lucro caixa acumulado não distribuído de aproximadamente R$ 35,7 milhões, ou R$ 1,98 por cota. Esse montante reforça a flexibilidade para equalização de proventos ao longo dos próximos meses, conforme a dinâmica de ocupação, revisões contratuais e despesas operacionais.
O perfil do portfólio permanece concentrado em ativos logísticos de padrão institucional, com prazos de contratos que sustentam a geração recorrente de caixa. A combinação de contratos atípicos, concentração em mercados urbanos e inquilinos com grau de investimento cria uma base de receitas estável, enquanto a gestão atua para reduzir a vacância e otimizar despesas, em especial aquelas relacionadas a tributos e financiamentos.
A alocação geográfica, o foco em last mile e a presença em eixos logísticos consolidados, como a região metropolitana de São Paulo, seguem como vetores relevantes para o desempenho operacional. A gestão cita o reconhecimento integral do Bresco Simões Filho como principal fator de alta na receita imobiliária do mês, ao passo que custos com vacância e encargos financeiros limitaram parte desse ganho.